Sóstenes Cavalcante, do Rio, transforma anistia em espetáculo: protege aliados, manda colegas votarem a própria impunidade e deixa o povo com o osso
Enquanto mastiga o boi com chifre, o deputado líder do PL prova que no Rio de Janeiro política é para amadores — e que o cidadão comum que se vire.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) mais uma vez mostra por que a política no Rio de Janeiro não é para amadores — e, infelizmente, o povo que se dane. Em recente declaração, ele afirmou que o partido não aceitará trocar a proposta de anistia por uma redução de pena aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, contrariando a sugestão do relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
O resultado é um verdadeiro espetáculo de ironia: parlamentares sendo chamados a votar a própria impunidade, enquanto Sóstenes mastiga o boi com chifre e deixa o resto da população com o osso. Alguns já apelidaram a proposta de “PL da Impunidade”, e não é difícil entender o porquê.
O deputado líder do PL transformou a Câmara em palco, onde cada manobra legislativa protege aliados, testa limites e garante que os excessos de alguns fiquem sem consequências. Para o cidadão comum, sobra apenas o papel de espectador — perplexo diante de decisões que deveriam protegê-lo.
Entre justificativas e discursos cuidadosamente ensaiados, Sóstenes repete o mesmo roteiro: blindar os aliados, adiar punições e manter o status quo. Enquanto isso, o resto do país assiste à peça, em que os protagonistas comem o boi com chifre e o público, como sempre, fica com o osso.
No fim das contas, a mensagem é clara: no Rio de Janeiro, pelo menos na visão de alguns parlamentares, política é espetáculo e impunidade é convite VIP, e a população? Apenas plateia silenciosa, pagando ingresso para assistir a cena.




