Lava Jato: STF recupera R$ 3,9 Bilhões em acordos de colaboração
Multas e devoluções já somam R$ 2,9 bilhões; recursos são destinados a 59 entidades públicas
A Operação Lava Jato, maior investigação anticorrupção da história do Brasil, continua a gerar desdobramentos financeiros significativos. Até terça-feira (23), o Supremo Tribunal Federal (STF) registrou a recuperação de R$ 3,9 bilhões por meio de acordos de colaboração premiada, conforme painel de execução divulgado pela Corte. Desses, R$ 2,9 bilhões já foram efetivamente recolhidos aos cofres públicos.
Os valores recuperados estão sendo direcionados a 59 entidades públicas e organizações, com o objetivo de reparar os prejuízos causados pelo esquema de corrupção. Até o momento, 152 dos 172 colaboradores que firmaram acordos aceitaram pagar multas ou devolver bens e valores obtidos ilicitamente.
Os processos estão sob a relatoria do ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do STF na próxima semana. Fachin herdou os casos em fevereiro de 2017, após o falecimento do relator original, ministro Teori Zavascki.
O esquema investigado pela Lava Jato causou prejuízos bilionários à Petrobras. Estima-se que a estatal tenha perdido cerca de R$ 6,2 bilhões, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta um total de R$ 29 bilhões desde 2002.
Iniciada em 2014, a Lava Jato contou com 79 fases e mais de 1.000 mandados de busca e apreensão, prisão temporária, prisão preventiva e condução coercitiva. A operação revelou um vasto esquema de corrupção envolvendo políticos de diversos partidos e empresas públicas e privadas, com foco principal na Petrobras.




