RioLuz amplia operações contra furtos e vandalismo e aumenta expectativa por parceria direta com a Light
Presidente Rafael Thompson intensifica agenda pública e reforça fiscalização regional; ações recentes recuperam cabos, protegem luminárias e apontam para necessidade de integração definitiva com a distribuidora elétrica
A RioLuz tem intensificado sua atuação para conter furtos e vandalismo na rede de iluminação pública do Rio de Janeiro. Nas últimas semanas, o presidente da companhia, Rafael Thompson, tem utilizado suas redes sociais para mostrar visitas a unidades regionais, encontros com gerências e passagem pelo Centro de Operações Rio (COR), sinalizando que a empresa está reforçando tanto a presença institucional quanto a capacidade de resposta imediata em campo.
Esses movimentos chegam em um momento em que a cidade registra números alarmantes: somente entre janeiro e agosto de 2025 foram contabilizadas 269 ocorrências de furto de cabos e luminárias na Linha Vermelha e cerca de 70 km de cabos elétricos furtados no período, o que representa um prejuízo superior a R$ 2 milhões. Para enfrentar o problema, a companhia já investiu R$ 2,4 milhões em novas medidas de proteção, incluindo substituição de tampões metálicos por de concreto, blindagem de eletrocalhas em túneis e instalação de 650 câmeras de monitoramento eletrônico.
Operações de impacto e o modelo da “Caça-Fios”
Um dos exemplos mais emblemáticos da integração entre diferentes órgãos é a Operação Caça-Fios, realizada em parceria com a Light, operadoras de telecomunicação e a Anatel. Em junho deste ano, em apenas três dias, foram retirados cerca de 500 quilos de cabos irregulares em bairros como Inhaúma, Bonsucesso e Gávea. Desde que foi criada, em 2022, a operação já recolheu mais de 30 toneladas de fios abandonados ou clandestinos, reduzindo riscos de incêndio, poluição visual e curtos-circuitos.
Apesar desse histórico, ainda não há confirmação de uma operação conjunta permanente e sistemática entre RioLuz e Light voltada exclusivamente para a iluminação pública. A atuação segue em frentes paralelas: a RioLuz, investindo em proteção e tecnologia, e a Light, ampliando operações contra fraudes elétricas e ligações clandestinas em várias regiões da cidade.
Thompson em destaque e a pressão por integração
Nas redes sociais, Thompson tem reforçado que “o trabalho não pode parar”, ao mostrar melhorias em praças, ruas e corredores viários. Ele também compartilhou reuniões com gerentes regionais e registros no COR, em tom de fiscalização e proximidade com a população. Até ações institucionais mais leves, como a lembrança da era do Orkut em posts da RioLuz, servem para aproximar a companhia dos cidadãos.
Essas aparições públicas têm um peso político: aumentam a cobrança por resultados visíveis e ampliam a expectativa de uma parceria definitiva com a Light, capaz de unir combate a furtos de iluminação com o enfrentamento a fraudes elétricas em larga escala.
O que está em jogo
Enquanto a modernização do parque de iluminação avança com LED e novas proteções, a cidade ainda sofre com prejuízos mensais de até R$ 250 mil provocados por furtos e vandalismo. A consolidação de uma cooperação formal entre RioLuz e Light pode ser a chave para reduzir perdas, aumentar a segurança das ruas e trazer mais eficiência ao gasto público.
O desafio agora é transformar ações pontuais em um plano integrado de longo prazo, onde monitoramento eletrônico, fiscalização em campo e operações conjuntas passem a fazer parte da rotina da cidade. Para os moradores, o resultado esperado é simples: ruas iluminadas, maior sensação de segurança e uma cidade que não se apaga diante do crime.




