Ex-prefeito de Duque de Caxias e prefeito de Campos unem forças para levar a voz das regiões esquecidas para o centro da política estadual
O jogo político do Rio de Janeiro para 2026 começou a esquentar, e uma das movimentações mais observadas é a aliança entre Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias, e Wladimir Garotinho (PP), prefeito de Campos dos Goytacazes. Mais do que nomes, eles representam a força da Baixada Fluminense e do interior na disputa pelo governo do estado, desafiando o histórico domínio da capital.
O encontro entre Reis e Garotinho no Rio não foi apenas simbólico. Ele reforça a construção de uma frente estratégica com potencial eleitoral real, colocando Washington Reis como pré-candidato a governador e Wladimir Garotinho como pré-candidato a vice. Para especialistas, é uma tentativa clara de descentralizar o poder político e dar voz a regiões historicamente esquecidas pelo debate eleitoral estadual.
Essa aliança combina experiência administrativa e força política local. Reis chega com seu histórico na Baixada Fluminense, onde conhece de perto os desafios urbanos e sociais, enquanto Garotinho traz o peso do interior, com forte ligação popular em Campos e no Norte Fluminense. Juntos, formam uma dupla capaz de unir diferentes bases eleitorais e ampliar o diálogo político no estado.
Mesmo ainda no início das articulações, o movimento já sinaliza que o foco será nas necessidades reais da população: investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura, especialmente nas regiões mais esquecidas. A ideia é levar a discussão política para além da capital, mostrando que a Baixada e o interior também têm protagonismo.
Para muitos eleitores, essa frente representa uma oportunidade de mudar o rumo do estado, tirando o poder das mãos de um círculo restrito e levando para o centro da política quem realmente entende os problemas de quem vive fora do eixo central. Reis e Garotinho sabem disso e prometem construir uma candidatura que escute, dialogue e represente o povo fluminense de norte a sul.
O recado está dado: a política estadual começa a olhar para fora da capital, e a voz da Baixada e do interior quer ser ouvida — alto e claro — na corrida pelo governo do Rio de Janeiro em 2026.




