Craque eterno do Flamengo e da Seleção, Zico foi homenageado pela Assembleia Legislativa e sugeriu a criação de um espaço para preservar a história do futebol carioca e seus ídolos.
Ídolo dentro e fora dos gramados, Zico voltou a emocionar os cariocas. Nesta terça-feira (14), o Galinho de Quintino visitou o Palácio Tiradentes, sede histórica da Alerj, para conferir a exposição em homenagem aos 75 anos do Maracanã. Entre lembranças, troféus e camisas históricas, o eterno camisa 10 fez um pedido especial: a criação do Museu do Futebol do Estado do Rio de Janeiro.
A ideia, apresentada ao presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (União), foi recebida com entusiasmo. O parlamentar prometeu preparar uma Indicação Legislativa para transformar a sugestão de Zico em realidade.
“Viajei o mundo e vi o respeito que todos têm pelo Maracanã. Nosso futebol é gigante e merece mais reconhecimento. Precisamos de um lugar aberto ao público para contar essa história e valorizar quem ajudou a construir essa paixão nacional”, afirmou Zico.
Durante a visita, o ex-craque foi homenageado com uma medalha e uma placa comemorativa pelos serviços prestados ao esporte e por ser o maior artilheiro da história do Maracanã. Emocionado, Zico relembrou momentos marcantes da carreira e o carinho pelo Flamengo.
“Eu tinha duas casas: a que morava e o CT do clube. Vivi lá os melhores momentos da minha vida. Ser referência é difícil, mas é preciso manter os pés no chão e seguir fazendo o bem”, disse o ídolo rubro-negro.
A exposição, que celebra as sete décadas e meia do Maracanã, reúne 437 peças raras — da bola usada na última partida de Pelé pela Seleção, em 1971, à camisa de Garrincha em seu jogo de despedida no estádio. Há também camisas e relíquias de nomes como Romário, Renato Gaúcho, Neymar e até Maradona. O espaço já recebeu mais de 2.500 visitantes em pouco mais de um mês.
Zico se surpreendeu ao descobrir que o holandês Johan Cruyff também jogou no Maracanã.
“Não sabia disso. Muito legal ver como o nosso estádio marcou gerações e atraiu craques do mundo todo”, comentou.
A mostra foi organizada pelo colecionador Alex Braga, que desde criança reúne memórias do futebol. Segundo ele, o objetivo é mostrar aos mais jovens a grandiosidade do Maracanã e do futebol carioca.
“Aqui o público sente o peso da história. Cada camisa e cada bola contam um pedaço do que somos como povo”, destacou.
Com a proposta do Galinho ganhando força na Alerj, o sonho de um Museu do Futebol do Rio pode estar mais perto de sair do papel — um gol de placa pela memória e pela cultura do esporte mais amado do Brasil.




