Governo dos EUA amplia critérios de saúde e pode negar vistos a pessoas com obesidade ou doenças crônicas
O Donald Trump e sua equipe no Departamento de Estado dos EUA estabeleceram nova diretriz que permitirá a consulados e embaixadas norte-americanas recusar vistos a solicitantes que apresentem problemas de saúde crônicos — como obesidade ou diabetes — por entenderem que estes candidatos poderiam se tornar “ônus para o contribuinte”.
A normativa orienta que, além de doenças transmissíveis — historicamente foco da triagem — agora se incluam patologias como enfermidades cardiovasculares, respiratórias, metabólicas, neurológicas, ou transtornos mentais. A justificativa oficial é que candidatos com tais condições “podem requerer atendimento médico no valor de centenas de milhares de dólares”.
Segundo a nova medida, os examinadores nos consulados devem considerar também a probabilidade de o solicitante depender de programas de assistência ou benefícios sociais nos Estados Unidos.
Anteriormente, o filtro de saúde para emissão de vistos se restringia a doenças contagiosas ou exigência de vacinas — a mudança representa um endurecimento claro da política.
Exemplo correlato aparece nas Forças Armadas norte-americanas: em setembro, o secretário da Defesa dos EUA assinou memorando exigindo que militares acima do peso e fora das normas físicas estabelecidas fossem desligados — alegando que se tratava de “garantir prontidão e letalidade”.
A medida já provocou críticas por parte de representantes de direitos civis, que argumentam que o critério de saúde pode disfarçar discriminação contra pessoas com condições médicas preexistentes ou problemas socioeconômicos agravados.
Enquanto isso, diplomatas e consulados deverão treinar equipes para aplicar a nova diretriz, cujo impacto prático ainda não está totalmente dimensionado — sobretudo para cidadãos de países em que as taxas de obesidade ou de doenças crônicas são mais altas.




