Metrô do Rio não terá aumento em abril e tarifa segue em R$ 7,90 após recuo do governo
O reajuste da tarifa do MetrôRio, que estava previsto para entrar em vigor em abril, foi suspenso pelo governo do Estado. A passagem permanecerá em R$ 7,90, valor que já é considerado um dos mais altos do país e pesa diretamente no bolso de quem sai da Baixada Fluminense e de cidades do Grande Rio rumo à capital todos os dias.
A autorização para o aumento havia sido homologada pela Agetransp, agência reguladora responsável pelos contratos de concessão. A tarifa subiria para R$ 8,20 a partir do dia 12 de abril. No entanto, diante da repercussão negativa e da pressão popular, o governador Cláudio Castro anunciou a suspensão do reajuste.
Para manter o valor atual, o Estado informou que irá ampliar o subsídio ao sistema, destinando recursos para compensar o contrato da concessionária. A justificativa oficial é evitar impacto imediato na rotina de trabalhadores que dependem do transporte sobre trilhos para cruzar a Região Metropolitana.
A decisão traz alívio momentâneo, mas não resolve o debate estrutural sobre o custo do transporte público no Rio de Janeiro. Com R$ 7,90 por viagem, o metrô fluminense segue entre os mais caros do Brasil, cenário que reforça a discussão sobre mobilidade urbana, integração tarifária e qualidade do serviço oferecido à população.
A Tarifa Social vinculada ao Bilhete Único Intermunicipal permanece em R$ 5, garantindo desconto para usuários cadastrados.
O recuo evita aumento agora, mas mantém acesa a pergunta que ecoa nos trens e plataformas: até quando o passageiro vai sustentar uma das tarifas mais altas do país?
Fonte: Jornal O Dia e Governo do Estado do Rio de Janeiro.




