Temporal sem trégua castiga a Baixada: Nova Iguaçu e Duque de Caxias seguem em alerta máximo após novos alagamentos
A chuva voltou com força, alagou ruas, invadiu casas e reacendeu o medo nas áreas mais vulneráveis da Baixada Fluminense. Fevereiro caminha para o fim, mas o temporal parece longe de dar trégua. Em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, equipes seguem nas ruas monitorando encostas, avaliando imóveis comprometidos e prestando atendimento às famílias atingidas.
Em Nova Iguaçu, os registros incluem deslizamentos de terra, alagamentos em diversos bairros e imóveis com estrutura comprometida. A cada novo alerta de pancada forte, o cenário se repete: sirenes acionadas, moradores deixando suas casas às pressas e a Defesa Civil reforçando o monitoramento nas áreas de risco. A orientação é clara — qualquer sinal de rachadura, estalo em paredes ou movimentação de solo deve ser comunicado imediatamente.
Já em Duque de Caxias, a preocupação também gira em torno das encostas e das regiões historicamente afetadas por enchentes. Pontos críticos seguem sob vigilância constante, enquanto equipes atuam na limpeza de ruas e desobstrução de galerias para minimizar novos transbordamentos.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou o envio de ajuda humanitária às cidades mais impactadas. Colchões, cestas básicas, kits de limpeza e água potável começaram a ser distribuídos para atender famílias desalojadas ou que perderam parte de seus bens. A ação ocorre em parceria com as prefeituras e com a Defesa Civil, que mantém plantão permanente.
Meteorologistas alertam que o solo já encharcado aumenta significativamente o risco de novos deslizamentos, mesmo que o volume de chuva diminua nos próximos dias. A combinação de pancadas intensas em curto período e drenagem insuficiente amplia o impacto nas áreas mais frágeis da região.
Enquanto isso, moradores cobram soluções estruturais. Obras de drenagem, contenção de encostas e planejamento urbano voltam ao centro do debate, especialmente em uma região que, ano após ano, enfrenta o mesmo drama quando o céu fecha.
A Baixada resiste, mas o clima impõe seu peso. Entre a lama e a esperança, a população segue atenta ao próximo alerta — porque, por aqui, fevereiro ainda não acabou.




