A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho foi indicada para ocupar uma vaga entre os oficiais-generais médicos do Exército e se torna a primeira mulher a alcançar o generalato na história da Força Terrestre. A escolha marca um momento simbólico para a instituição, que há décadas vinha sendo cobrada por maior presença feminina nos postos mais altos da hierarquia.
A indicação foi definida após votação secreta dos generais do Alto Comando do Exército. Agora, o nome segue para homologação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá confirmar a promoção dela e de outros 16 coronéis à patente de general de brigada — dois deles do quadro médico.
A ascensão feminina ao topo da carreira militar já era aguardada desde que o comandante da Força anunciou que a promoção ocorreria em até dois anos. Enquanto Marinha e Aeronáutica já contam com oficiais-generais mulheres, o Exército ainda não havia rompido essa barreira.
Natural do Recife, Cláudia tem 57 anos e é médica pediatra formada pela Universidade de Pernambuco. Ingressou na Força em 30 de janeiro de 1996 e construiu uma trajetória sólida na área da saúde militar. Ao longo da carreira, dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande, funções estratégicas dentro da estrutura do atendimento às tropas e seus familiares.
Casada e mãe de dois filhos, ela deverá assumir agora o comando do Hospital Militar de Área de Brasília, consolidando sua posição no alto escalão. A promoção ocorre dias antes da incorporação das primeiras mulheres no Serviço Militar Inicial Feminino nas Forças Armadas — outro passo importante na ampliação do espaço feminino na caserna.
Mais do que uma promoção individual, o feito de Cláudia representa uma mudança de época dentro do Exército e abre caminho para que outras mulheres alcancem os postos mais altos da carreira militar brasileira.




