Operação da Polícia Federal prende delegado e ex-secretário suspeitos de favorecer tráfico internacional
Uma operação da Polícia Federal revelou um esquema que mistura poder público, vazamento de informações sigilosas e suspeitas de favorecimento ao narcotráfico internacional. A ação resultou na prisão do delegado Allan Turnowski e do ex-secretário Alessandro Pitombeira Carracena, apontados como peças de uma rede que teria usado influência e acesso a dados estratégicos para beneficiar organizações criminosas.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, dentro de um inquérito que investiga a atuação de agentes públicos e intermediários suspeitos de atuar para proteger integrantes do crime organizado e dificultar o trabalho das autoridades.
De acordo com os investigadores, o grupo teria usado cargos e relações dentro da estrutura pública para obter informações confidenciais sobre investigações e operações policiais. Esses dados, segundo a apuração, eram repassados a integrantes do narcotráfico, permitindo que criminosos antecipassem ações da polícia, evitassem prisões e mantivessem rotas internacionais de drogas e armas em funcionamento.
As investigações também citam operadores que atuariam como ponte entre o crime organizado e agentes públicos. Entre os nomes mencionados aparece o de Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Jóias, apontado como um dos intermediários responsáveis por articular contatos e movimentações financeiras dentro do esquema.
Durante a operação, agentes federais cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados. Celulares, computadores, documentos e registros financeiros foram recolhidos e agora passam por perícia.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, favorecimento ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal informou que a investigação continua e não descarta novas fases da operação. A análise do material apreendido pode revelar outros nomes ligados ao esquema e ampliar o alcance das apurações.
Fonte: Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal.



