Paulistão 2026 adota modelo da Champions League e reduz espaço dos clubes pequenos
A Federação Paulista de Futebol anunciou um novo formato para o Campeonato Paulista de 2026, inspirado na Champions League. A ideia é valorizar os clássicos e tornar o torneio mais atraente para o público e para a televisão, mas a mudança tem gerado críticas, principalmente entre os clubes menores, que enxergam no novo modelo uma ameaça à própria sobrevivência financeira.
O torneio seguirá com 16 equipes, divididas em quatro potes, com base no desempenho técnico dos últimos anos. Cada time enfrentará adversários do próprio pote e também de outros, garantindo duelos entre os grandes já na primeira fase. A etapa classificatória terá apenas oito rodadas, reduzindo o número de datas disponíveis no calendário.
Na fase seguinte, quartas e semifinais serão disputadas em jogo único, o que aumenta a imprevisibilidade e eleva o peso de cada partida. Os dois últimos colocados ao fim da fase de grupos serão rebaixados para a Série A2, o que exige desempenho imediato das equipes de menor investimento.
Embora o novo formato busque dar mais dinamismo e espetáculo ao campeonato, a redução de partidas significa menos bilheteria, menos visibilidade e menor arrecadação para os clubes pequenos, que dependem dessas receitas para manter seus elencos e estruturas. Com menos oportunidades de jogar e de se expor, muitos dirigentes temem que o Paulistão se transforme em um torneio cada vez mais restrito aos grandes, reduzindo o espaço competitivo que sempre marcou o futebol paulista.
A promessa de mais clássicos e jogos de alto nível pode agradar ao torcedor e ao mercado, mas a nova configuração também evidencia um abismo crescente entre os gigantes do estado e as equipes do interior, que terão de se reinventar para continuar relevantes em um campeonato que, ao que tudo indica, passará a funcionar sob lógica de “seleto clube”, onde o espetáculo vem antes da sobrevivência esportiva.
Fonte: UOL Esporte




