Quando a amizade acaba na derrota: Trump trocou o “irmão de alma” por silêncio diplomático
Donald Trump simplesmente descartou Jair Bolsonaro depois de começar a vê-lo como um “perdedor”
Os dois já foram apresentados como carne e unha, quase almas gêmeas da política global. Um falava grosso em Washington, o outro ecoava em Brasília. Sorrisos, acenos, discursos afinados e a promessa de uma parceria “ideológica” que atravessaria oceanos. Durou enquanto rendeu palco.
Bastou o vento eleitoral mudar de direção para a sintonia virar ruído. Segundo relato de bastidores diplomáticos, Trump passou a tratar Bolsonaro como aquilo que mais despreza: alguém derrotado. E, no manual trumpista, perdedor não vira aliado — vira passado.
A afinidade, que parecia eterna nas redes e nos palanques, revelou-se circunstancial. Não era amizade, era conveniência. Não era irmandade, era cálculo. Quando o ex-presidente brasileiro perdeu força política, perdeu também o lugar na foto.
O episódio escancara uma regra não escrita da geopolítica personalizada: enquanto há vitória, há abraço; quando chega a derrota, sobra o abandono. Trump seguiu em frente, Bolsonaro ficou para trás, e a tal “alma gêmea” virou apenas um capítulo encerrado sem despedida.
No fim das contas, a política internacional também tem seus romances — intensos, barulhentos e descartáveis. Quando acaba, ninguém escreve carta. Só vira a página.




