Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira aparecem em agenda de contatos de ex-banqueiro investigado pela CPMI do INSS
Celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, reúne números de políticos, empresários e autoridades; documentos foram entregues à comissão que apura irregularidades no sistema previdenciário
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), instalada no Congresso Nacional para investigar possíveis irregularidades envolvendo o sistema previdenciário, recebeu novos documentos que ampliam o alcance político das apurações.
Entre os materiais entregues à comissão estão registros de contatos armazenados em celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, empresário que esteve à frente do Banco Master.
Segundo os documentos analisados pelos parlamentares, a agenda telefônica do empresário reúne uma extensa rede de contatos ligados ao mundo político, empresarial e institucional.
Entre os números identificados aparecem os do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Agenda com políticos e autoridades
Os registros indicam que o celular de Vorcaro armazenava contatos de diversas autoridades e personalidades influentes, revelando a amplitude das relações mantidas pelo empresário.
A presença de nomes conhecidos da política na lista não implica, por si só, irregularidade. Ainda assim, os dados passaram a ser analisados pela CPMI como possíveis pistas para entender a rede de interlocução e influência que orbitava ao redor do ex-banqueiro.
Além de parlamentares, a agenda também reúne empresários e integrantes de instituições públicas, o que despertou o interesse dos integrantes da comissão em aprofundar a análise do material.
Investigação pode ganhar novos desdobramentos
A CPMI foi criada para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social, órgão responsável pela gestão da previdência pública brasileira.
Com a chegada dos novos documentos, parlamentares pretendem cruzar os registros telefônicos com outros elementos da investigação, incluindo mensagens, agendas de reuniões e possíveis movimentações financeiras.
Nos bastidores do Congresso, a expectativa é que o conteúdo dos celulares apreendidos possa abrir novas linhas de investigação, ajudando a mapear conexões políticas e empresariais relacionadas ao caso.
Fonte: Coluna da jornalista Mônica Bergamo, publicada no jornal Folha de S.Paulo.



