Com pesquisas mexendo no tabuleiro e articulações longe dos holofotes, região se consolida como o grande campo de disputa do estado
A eleição ainda nem começou oficialmente, mas na Baixada Fluminense o jogo já está em andamento — e não é de hoje.
O avanço de Eduardo Paes nas pesquisas para o governo do estado acendeu o alerta geral. Quando o cenário estadual se mexe, a Baixada sente primeiro — e reage rápido.
Nos bastidores, o movimento é intenso. Lideranças locais evitam exposição, seguram anúncios e jogam no tempo certo. Publicamente, o discurso ainda é de cautela. Internamente, o clima é de pré-campanha total.
A região, que historicamente decide eleição, volta ao centro do tabuleiro. Com um dos maiores colégios eleitorais do estado, a Baixada deixou de ser coadjuvante há muito tempo — hoje dita ritmo, pressiona alianças e define estratégia.
A projeção de que o território pode eleger uma bancada robusta na Assembleia Legislativa transforma cada município em peça-chave. Não é só disputa por cadeira. É disputa por influência, orçamento e poder real.
Enquanto isso, o eleitor observa. Mais desconfiado, mais exigente e menos fiel. A velha política já não garante o resultado de antes — e isso muda completamente a forma de jogar.
Nos corredores, o que se ouve é direto:
quem errar o timing, fica para trás.
quem entrar fraco, não chega.
e quem não tiver estrutura… nem começa.
A Baixada não espera mais o jogo começar.
Ela já está jogando.
Fonte: Ultima Hora Online- Coluna -Jornalista Arinos Monge.



