Bacellar achou que era intocável, STF mostrou que a Justiça não é tão cega assim
O Rio de Janeiro continua vivendo um verdadeiro reality show político, e o protagonista da vez é o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar. O deputado, que andava se achando a última bolacha do pacote, tentou suspender sua própria cassação, mas o Supremo Tribunal Federal deu um “não” seco e sem misericórdia. O ministro Cristiano Zanin deixou claro que não dava para parar tudo só porque Bacellar achava que a Justiça estava sendo injusta com ele. Resultado: cassação mantida, mandato perdido e aquela sensação de que ninguém está acima das regras — nem mesmo quem se acha estrela do pedaço.
Mas o show não parou aí. Com a renúncia do governador Cláudio Castro, sem vice e com a presidência da Assembleia vaga ou judicializada, o comando provisório do Palácio Guanabara caiu nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro. Ele é o novo governador interino, até que o STF decida se o próximo governador será escolhido pelo povo ou pelos deputados estaduais. Em outras palavras, enquanto Bacellar se via no topo, outro magistrado assumiu a régua e o compasso do estado.
Couto, que não é político, decidiu que não vai apenas “ficar sentado” no Palácio Guanabara. Ele anunciou que vai revisar contratos milionários, cortar despesas desnecessárias e trocar o comando de algumas secretarias. O objetivo é simples: manter o estado funcionando, evitar gastos fora de controle e organizar a bagunça que a política deixou para trás. Tudo de forma técnica, provisória e sem mirar holofotes, ao contrário de Bacellar, que não se cansava de aparecer como o dono do pedaço.
Enquanto isso, a Assembleia Legislativa continua em turbulência. A eleição interna para escolher o presidente da Casa — que poderia assumir automaticamente o governo — foi anulada, atrasando ainda mais a recomposição da liderança. Com isso, o estado vive um período de instabilidade sem precedentes, e não seria surpresa se houver múltiplos governadores interinos até que o STF estabeleça regras claras para a sucessão.
No fim, a lição do dia é clara: não importa quão grande você se ache, a Justiça pode não ser tão cega quanto você pensa, os contratos milionários não se resolvem sozinhos e quem se acha intocável pode acabar sentado no banco de reserva — ou perdendo o mandato. No meio dessa confusão, o Rio segue pegando fogo, com decisões judiciais, cortes de despesas e trocas de secretarias jogando cada vez mais lenha na fogueira da crise política.




