ALERTA NAS URNAS: Rio chega a 2026 com milhares fora do voto e juventude longe do título
Mais de 860 mil títulos cancelados e 2,5 milhões sem biometria expõem um sinal de alerta para as eleições; entre adolescentes, adesão ao documento ainda é baixa.
O Rio de Janeiro entra na reta das eleições de 2026 sob um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Mais de 860 mil eleitores estão com o título cancelado, enquanto cerca de 2,5 milhões ainda não realizaram o cadastramento biométrico. O prazo para regularização vai até 6 de maio.
O número, por si só, já preocupa. Mas o cenário ganha ainda mais peso quando se olha para a participação dos mais jovens.
Entre adolescentes de 16 e 17 anos, o estado registra um dos menores índices de emissão do primeiro título de eleitor. Apenas um em cada dez jovens aptos procurou fazer o documento. O dado revela uma distância preocupante entre a nova geração e o processo democrático.
Na prática, isso significa que uma parcela importante do eleitorado pode chegar ao período decisivo fora do processo de votação, seja por pendências no cadastro, seja pelo afastamento do debate político.
A eleição começa muito antes do dia da urna. Ela começa no direito garantido de participar, escolher e fazer valer a voz da população.
Com o prazo se aproximando do fim, a corrida agora é contra o tempo. Quem não regularizar a situação até 6 de maio corre o risco de ficar impedido de votar em uma eleição que promete mexer com os rumos do estado e do país.
O alerta está dado: ou o eleitor entra em campo agora, ou pode assistir às decisões do lado de fora.




