TERROR NOS TRILHOS: Tiroteio em Vigário Geral interrompe Ramal Saracuruna e isola a Baixada
Criminosos atingem rede aérea da SuperVia durante confronto; passageiros caminham entre as estações e intervalos chegam a 80 minutos nesta segunda-feira (27).
Rio de Janeiro – O início da semana foi de medo e transtorno para milhares de trabalhadores que dependem do Ramal Saracuruna. Desde as primeiras horas desta segunda-feira (27), um intenso confronto entre criminosos na região de Vigário Geral e Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, paralisou o fluxo de trens que liga a Baixada Fluminense ao Centro da capital.
Rede aérea destruída
O impacto não foi apenas operacional, mas estrutural. Tiros atingiram os cabos da rede aérea, deixando as composições sem energia. O resultado foi um cenário de abandono: passageiros que vinham de Duque de Caxias foram obrigados a desembarcar e seguir caminho a pé pelos trilhos ou buscar alternativas precárias nas rodovias próximas.
Operação de emergência
A SuperVia informou que os trens estão operando com baldeação obrigatória na estação Parada de Lucas. Para quem consegue embarcar, a paciência é a única ferramenta, já que os intervalos saltaram para cerca de 1 hora e 20 minutos.
“A gente sai de casa sem saber se volta ou se chega no trabalho. É o descaso de sempre unido à violência que não para”, desabafou um passageiro através das redes sociais, onde o termo “Saracuruna” rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados.
Manutenção sem previsão
Equipes técnicas aguardam condições de segurança para concluir os reparos nos cabos atingidos. Enquanto isso, a recomendação é que os usuários busquem rotas alternativas, como as linhas de ônibus intermunicipais ou o BRT, que já apresentam superlotação devido ao aumento súbito de demanda.
Fonte: SuperVia e relatos de passageiros via X (Twitter).



