Uma aventura infantil em Nova Iguaçu na edição de julho da Noite de Autógrafos Fenig
Uma moradora do bairro da Luz, em Nova Iguaçu, encontrou inspiração na Literatura Infantil para contar histórias divertidas destacando temas sociais. Hanny Saraiva começou a escrever em 2006 em um blog. Atualmente, com oito livros publicados, ela é o destaque da Noite de Autógrafos Fenig, com o livro “Cecília e as criaturas d’água”, nesta quinta-feira (9), às 18h30, na Praça de Eventos, primeiro piso do TopShopping, no Centro de Nova Iguaçu. A ação, que promove a produção literária da cidade, faz parte do Programa Municipal de Incentivo à Leitura e à Escrita da Prefeitura de Nova Iguaçu, através da Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (FENIG), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (SEMCULT).
Mestre em Letras pela PUC-Rio, Hanny, estreou no mundo literário em 2009 participando da coletânea de crônicas “Biônicas 2 – a vez dos leitores”. No ano seguinte, lançou a fantasia infantil “Ana Giovanni – o segredo do pacto”. “Cecília e as Criaturas d’água, lançado esse ano em formato HQ infantil, vem na sequência de “Cecília e o Morro do Vulcão”.

“Cecília surgiu de duas inquietações: a primeira era o desejo de apresentar a diversidade de Nova Iguaçu de uma forma mais verdadeira. Ela é uma menina negramarela, filha de um pai descendente de japoneses e de uma mãe descendente de angolanos. Sempre me chamou a atenção essa mistura de identidades que faz parte da Baixada Fluminense. Durante muitos anos fui vizinha e amiga de angolanos que viviam na cidade, e percebia como essa riqueza cultural quase nunca aparecia nas histórias que lemos. Quando aparecia, geralmente era de forma estereotipada. Eu queria criar uma personagem atravessada por diferentes heranças culturais, mas que, acima de tudo, fosse uma menina iguaçuana. A identidade dela não está apenas na origem da família, mas na relação que constrói com o lugar onde vem crescendo.”, explica a autora. Na sinopse do livro, Cecília fica intrigada com as chuvas que não param de cair. Determinada a desvendar o que está acontecendo, ela embarca com a família numa aventura ao lado do seu gato e de uma salamandra.

“Afirmar que sou uma autora de Nova Iguaçu colabora com a quebra de estereótipos associados à Baixada Fluminense. A literatura é um elemento estruturante na disputa de imaginários e na criação de histórias em que a cidade não é apenas um cenário, mas sim parte de uma narrativa ativa e potente, rica e cheia de sentidos. É fortalecer o território e o sentimento de pertencimento”, destaca Hanny Saraiva.
A autora é cocriadora do projeto “Transbordo – mulheres e a escrita criativa além das margens” (@projeto.transbordo), um curso de escrita criativa que partiu do desejo de criar um espaço de escrita, escuta e encontro entre mulheres.
FONTE ASCOM/FENIG



