O BILIONÁRIO BALCÃO DE NEGÓCIOS DO RIO: COMO UMA FISCAL DE CONTRATOS MUDOU DE VIDA SACANDO R$ 3 MILHÕES EM ESPÉCIE SOB A PROTEÇÃO DE ESCOLTA ARMADA
O contribuinte do Rio de Janeiro ganhou mais uma história para esquentar a cabeça. Caroline Soares Barros, que tinha a nobre e teórica função de fiscalizar contratos no Instituto Rio Metrópole (IRM), resolveu aplicar a lógica do “quem fiscaliza, guarda”. Segundo o Ministério Público (MPRJ), ela operou um verdadeiro serviço de autoatendimento com o dinheiro público. O esquema desviou R$ 86,28 milhões da autarquia.
A mecânica do sucesso financeiro de Caroline era simples, mas dependia de uma criatividade ímpar. Empresas contratadas pelo IRM depositavam dinheiro na conta de uma ONG de fachada controlada por ela. Da ONG, o saldo ia direto para a conta pessoal da fiscal. Para não deixar rastros digitais — e presumidamente por puro apego ao papel-moeda —, Caroline fez 13 saques em dinheiro vivo. A quantia totalizou R$ 3,02 milhões retirados direto da boca do caixa.
Como andar com malas recheadas de notas de cem não é para amadores, a servidora garantiu sua própria segurança nacional. Ela contratou uma empresa de escolta armada para acompanhar os saques, que aconteciam até em agências pacatas de Teresópolis. O passeio dos blindados acabou com a Operação Ouroboros. A ação prendeu Caroline e outros cinco chefões do instituto. O grupo descobriu, da pior maneira, que o cofre do Estado não vem com rodinhas.
Por Jornalista Arinos Monge



