MORAES NEGA PEDIDO DE BACELLAR E MANTÉM JULGAMENTO VIRTUAL NO STF
Primeira Turma definirá em agosto se ex-presidente da Alerj se tornará réu por vazamento de informações sigilosas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido do ex-deputado Rodrigo Bacellar para transferir seu julgamento do ambiente digital para o presencial.
Com isso, a Primeira Turma do STF vai analisar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) de forma 100% digital entre os dias 14 e 21 de agosto. Se a maioria votar a favor, o político vira réu em uma ação penal.
O nó da questão
A defesa argumentava que o formato virtual prejudicaria as argumentações e as respostas às inconsistências apontadas na denúncia. Moraes, contudo, pontuou que as regras do tribunal asseguram o envio prévio de sustentações orais gravadas por vídeo, o que anula qualquer prejuízo técnico aos advogados.
Por que ele é investigado?
- O crime: Bacellar é acusado de usar o cargo para vazar dados sigilosos e obstruir a Operação Zargun da PF.
- A facção: O repasse de informações visava proteger o também ex-deputado TH Joias, apontado como braço político do Comando Vermelho.
- O histórico: Alvo da Operação Unha e Carne, Bacellar teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e foi transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró.
Quem decide o placar
Além do relator Alexandre de Moraes, compõem o colegiado responsável pelo voto eletrônico os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.




