REFORMA DE RICARDO COUTO CRIA SUPERSECRETARIA E ACENDE ALERTA NA ALERJ
Fusão que originou a SEAPPADI gera insatisfação por perda de espaço político e corte de cargos comissionados na Baixada Fluminense
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, oficializou a criação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior (SEAPPADI).
A nova pasta nasce da fusão entre a antiga Secretaria de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (SEDIPAF) e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA). A medida faz parte do pacote de enxugamento da máquina pública, centralizando as ações do setor produtivo rural em um único órgão técnico comandado pelo médico veterinário Ricardo Augusto Rosa Mansur.
Chiadeira nos bastidores da Alerj
A reestruturação administrativa mexeu diretamente no tabuleiro político e gerou forte insatisfação entre os deputados estaduais. Com a unificação e a consequente extinção de estruturas duplicadas, as lideranças partidárias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) perderam importantes espaços de indicação e controle de orçamentos setoriais, o que deve tensionar a relação entre o Executivo interino e o Legislativo nas próximas semanas.
O impacto real na Baixada Fluminense
O corte de cargos comissionados decorrente da fusão atinge em cheio as bases políticas dos parlamentares na Baixada Fluminense.
- Redução de cabides: Dezenas de postos de livre nomeação que serviam para acomodar aliados regionais foram extintos.
- Perda de capilaridade: Sem o controle direto dos cargos ligados ao desenvolvimento regional e à pesca na Baixada, os deputados perdem força de articulação local às vésperas de discussões eleitorais.
- Centralização técnica: A transferência de pessoal e orçamento para uma gestão de perfil mais técnico esvazia o poder de barganha político na região.
O que acontece agora
O governo defende que a SEAPPADI vai eliminar a sobreposição de funções e agilizar as decisões sem gerar aumento de despesas. Enquanto o Diário Oficial confirma as exonerações dos antigos secretários, as bancadas da Alerj já se articulam nos bastidores para mapear o tamanho do prejuízo e definir como vão reagir à perda de espaço na nova estrutura.




