A campanha eleitoral de 2026 mal começou, mas uma corrida já está acontecendo nos bastidores: a corrida pelo dinheiro.
Os primeiros registros financeiros começaram a aparecer no sistema da Justiça Eleitoral e já mostram quem conseguiu largar na frente na arrecadação.
E alguns números chamam atenção.
Entre os candidatos a deputado estadual e federal, Pedro Duarte (PSD) aparece na liderança, com R$ 346 mil declarados.
Logo atrás vem Flávio Valle (PSD), com R$ 299 mil em doações via Pix.
Em terceiro aparece Jair Bittencourt (PL), com R$ 120 mil, mas há uma diferença importante: o valor foi declarado como recurso próprio.
Depois aparecem:
Daniel Soranz (PSD) — R$ 70,2 mil
João Pires (PSD) — R$ 58,1 mil
Marcelo Freixo (PT) — R$ 44,5 mil
Victor Antoun (Missão) — R$ 42,3 mil
Vinícius Cozzolino (PSD) — R$ 40 mil
Delegado Felipe Curi (PP) — R$ 38,1 mil
Rubão (Democrata) — R$ 36,4 mil
Nísia Trindade (PT) — R$ 32,2 mil.
Mas a disputa pelo dinheiro não está acontecendo apenas entre os candidatos ao Legislativo.
Na corrida pelo Governo do Estado, o primeiro nome a aparecer com receita registrada foi William Siri (PSOL), com R$ 46 mil recebidos via Pix de apoiadores. Os demais candidatos ao Palácio Guanabara ainda devem começar a registrar suas primeiras receitas no sistema.
E aqui está o detalhe que o eleitor precisa entender: essa fotografia ainda é parcial.
A campanha está apenas começando. Novas doações, transferências partidárias, recursos próprios e outras receitas ainda deverão aparecer nas prestações de contas.
Portanto, ninguém pode dizer ainda quem será o campeão da arrecadação.
Mas a largada já mostra uma coisa: dinheiro também faz parte da corrida eleitoral.
E agora começa a parte mais interessante.
Não basta saber quanto cada candidato recebeu.
É preciso descobrir quem colocou o dinheiro, de onde veio, se foi recurso próprio, doação de pessoa física ou dinheiro partidário e, depois, onde esse dinheiro será gasto.
A Justiça Eleitoral permite acompanhar essas movimentações pelo DivulgaCandContas, justamente para que o eleitor possa enxergar a movimentação financeira das campanhas.
E essa história ainda vai crescer.
Porque, nos próximos dias, os cofres eleitorais deverão começar a se movimentar de verdade.
A urna ainda está fechada. Mas a conta bancária dos candidatos já começou a falar.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sistema DivulgaCandContas e levantamento publicado em 21 de agosto de 2026.



