TSE ATUALIZA LISTA DE CANDIDATOS NO RIO E ELEIÇÃO DE 2026 COMEÇA A GANHAR CARA
A eleição de 2026 no Rio de Janeiro começa a ganhar forma nesta segunda-feira, 24 de agosto, com a atualização dos registros de candidaturas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral. A movimentação permite ao eleitor conferir os nomes que solicitaram registro para disputar o governo do Estado e as duas vagas ao Senado que estarão em jogo em outubro.
Na atualização consultada nesta manhã, os registros para governador e senador ainda aparecem como “aguardando julgamento”. Na prática, isso significa que os pedidos foram apresentados, mas os candidatos ainda dependem da análise da Justiça Eleitoral. A lista, portanto, não pode ser tratada como definitiva e poderá sofrer alterações durante o processo de julgamento dos registros.
Para o governo do Estado, aparecem nove nomes no sistema: Juliete Pantoja Alves, da UP, número 80; Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira, o Anthony Garotinho, do Republicanos, número 10; William Carlos Brum Bispo, do PSOL, número 50; João Jacques Soares Busnello, do Missão, número 14; Douglas Ruas dos Santos, do PL, número 22; Luan Monteiro Paschoal Pires, do PCO, número 29; Eduardo da Costa Paes, do PSD, número 55; André Bourguignon Marinho, do Novo, número 30; e Cyro Garcia, do PSTU, número 16.
A relação mostra um cenário bastante pulverizado para o Palácio Guanabara. De um lado estão nomes com trajetória política conhecida no Estado; de outro, candidatos que representam partidos menores e diferentes correntes ideológicas.
Eduardo Paes aparece na disputa pelo PSD depois de deixar a Prefeitura do Rio para concorrer ao governo estadual. Douglas Ruas representa o PL, enquanto Anthony Garotinho volta ao cenário eleitoral pelo Republicanos. A composição da disputa, no entanto, ainda poderá sofrer mudanças conforme a Justiça Eleitoral analise os pedidos de registro.
No Senado, a disputa também já apresenta uma lista extensa. O sistema registra 15 candidatos nesta atualização. Entre eles estão Pedro Paulo Carvalho Teixeira, do PSD, número 555; Benedita Souza da Silva Sampaio, do PT, número 131; Monica Tereza Azeredo Benicio, do PSOL, número 500; Carlos Francisco Portinho, do PL, número 222; Paula Andreia Almeida Falcao, do PSTU, número 160; Marcelo Bezerra Crivella, do Republicanos, número 100; Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior, do PL, número 221; Luiz Eugenio Honorato, do PCO, número 290; Michelly Xavier de Souza, da UP, número 800; Clemente Sebastião de Almeida Campos, do Democrata, número 355; Marcos Dias Pereira, do Podemos, número 200; Vinicius Benevides dos Santos Conceicao, da UP, número 808; Luiz Andre de Moura Monteiro, do Democrata, número 350; Wagner dos Santos Carneiro, do Republicanos, número 101; e Helio Kinast Cruz Secco, do Missão, número 144.
A eleição para o Senado ganha um peso especial porque o eleitor fluminense escolherá dois representantes para a Casa. Isso abre espaço para uma disputa mais fragmentada e aumenta a importância das alianças partidárias, da estrutura de campanha e da capacidade de cada candidato de alcançar diferentes regiões do Estado.
Entre os nomes que já ocupam espaço importante no cenário político estão Benedita da Silva, Pedro Paulo, Carlos Portinho e Marcelo Crivella. Crivella, inclusive, teve sua situação eleitoral alterada recentemente depois de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral que permitiu sua candidatura ao Senado.
Mas é preciso atenção: registro apresentado não significa candidatura definitivamente autorizada. A situação de cada nome continuará sendo analisada pela Justiça Eleitoral, e eventuais impugnações, recursos ou decisões judiciais poderão alterar o cenário.
O sistema do TSE também permite acompanhar outras informações importantes, como situação do registro, declaração de bens, dados partidários e informações financeiras das campanhas. É justamente nessa etapa que a eleição começa a ficar mais interessante para o eleitor.
Com os nomes oficialmente apresentados, abre-se espaço para comparar patrimônio, financiamento, alianças, estrutura partidária, presença regional e situação jurídica.
E, para o Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense será um dos grandes campos de batalha eleitoral. Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Queimados e Japeri concentram um eleitorado decisivo para quem pretende chegar ao Palácio Guanabara, ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
A lista atualizada pelo TSE é, portanto, uma fotografia do momento. Ainda não é a fotografia definitiva da eleição.
Mas uma coisa já está clara: os nomes começaram a aparecer, os partidos começam a se posicionar e a disputa de 2026 começa, de fato, a ganhar cara no Rio.
Agora começa a fase em que o eleitor precisa olhar além do nome e descobrir quem são os candidatos, de onde vêm, quem os apoia, quanto têm declarado, quanto poderão gastar e qual é a força política de cada um.
A eleição está chegando. E o mapa começou a ser desenhado.



