O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), esteve nesta quinta-feira (27) em Volta Redonda, no Sul Fluminense, onde prometeu transformar a região em uma das prioridades de seu eventual governo para atração de empresas, investimentos e geração de empregos.
Ao lado do candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD) e de candidatos a deputado federal e estadual da coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, Paes participou de uma caminhada pelas ruas do município e aproveitou o simbolismo de Volta Redonda, conhecida como um dos principais berços da industrialização brasileira, para apresentar sua proposta econômica.
Segundo Paes, o Sul Fluminense tem uma vantagem que muitas regiões gostariam de ter: localização estratégica, infraestrutura e proximidade com alguns dos maiores mercados consumidores do país. O problema, na avaliação do candidato, é fazer essa estrutura voltar a atrair investimentos.
“Volta Redonda é o berço da industrialização brasileira. Está faltando aqui no Sul Fluminense, assim como em todo o estado, geração de emprego e renda. Principalmente trabalho com carteira assinada para os mais jovens”, afirmou.
Paes também criticou o desempenho histórico da economia fluminense e prometeu criar condições para a instalação de novas empresas.
“Vamos trabalhar muito para que o Sul Fluminense volte a ter empresas, criando condições para atraí-las. Estamos aqui, no eixo da Via Dutra, entre os maiores mercados consumidores do país. E, por isso, no meu governo, essa será uma região prioritária em termos de industrialização e geração de muitos empregos”, disse.
Um dos focos apresentados pelo candidato é justamente o emprego formal entre os jovens. Segundo os números citados pela campanha, mais de 28% dos jovens das periferias estão desempregados, percentual que seria aproximadamente o dobro da média nacional. Outros 240 mil estariam fora da escola justamente na faixa etária em que deveriam estar se preparando para ingressar no mercado de trabalho.
Paes também colocou na conta da falta de empregos formais o custo e a burocracia enfrentados pelos pequenos empresários para abrir e manter seus negócios.
Na avaliação do candidato, além de atrair grandes indústrias, o Estado precisará investir na formação profissional.
“Falta preparar mão de obra, qualificação. E o Sul Fluminense será prioridade. Porque a posição geográfica e a infraestrutura existente já são muito boas, mas precisa de mais incentivos”, afirmou.
Durante o discurso, Paes utilizou sua passagem pela Prefeitura do Rio como argumento para defender a capacidade de gestão e os resultados econômicos que pretende levar para o Estado.
Segundo os números apresentados pela campanha, entre janeiro de 2021 e junho de 2026 foram criados cerca de 400 mil postos de trabalho com carteira assinada na capital.
A campanha também afirma que, quando assumiu a Prefeitura em 2021, Paes encontrou um déficit superior a R$ 5 bilhões e folhas de pagamento atrasadas. Desde então, segundo os dados apresentados, a arrecadação municipal cresceu cerca de 20%, sem aumento de impostos, enquanto a dívida teria caído pela metade e a capacidade de investimento teria sido multiplicada por cinco.
Outro dado utilizado no discurso foi a classificação fiscal da capital. Neste mês, o município recebeu nota AAA da Fitch, agência internacional de classificação de risco de crédito.
No campo da competitividade, Paes também citou estudo do Centro de Liderança Pública (CLP), segundo o qual o Estado do Rio aparece fora das dez primeiras posições entre os estados brasileiros. Já a capital teria avançado 31 posições em relação à edição anterior do levantamento.
A promessa feita em Volta Redonda, portanto, é levar para o interior a fórmula que Paes afirma ter aplicado na capital: organizar as contas, melhorar a capacidade de investimento, qualificar trabalhadores e, principalmente, criar condições para que empresas escolham o Rio de Janeiro novamente.
No discurso de campanha, o desafio está lançado. Resta saber, caso chegue ao Palácio Guanabara, quanto dessa promessa conseguirá sair do palanque e virar emprego de verdade — especialmente para os jovens que hoje continuam esperando pela primeira carteira assinada.
Por Jornalista Arinos Monge



