ELEITORES FANTASMAS? PF INVESTIGA ESQUEMA PARA TURBINAR VOTOS EM SÃO JOÃO DE MERITI
documentos falsos teriam sido usados para transferir eleitores; celular e papéis foram apreendidos e perícia pode revelar quem está por trás da suspeita
Por Jornalista Arinos Monge
São João de Meriti entrou no radar da Polícia Federal por uma suspeita de fraude eleitoral que pode ter sido montada para aumentar artificialmente votos de determinado grupo ou candidato. A Operação Voto Migrante foi deflagrada na quarta-feira, 9 de setembro, para investigar transferências irregulares de domicílios eleitorais feitas, segundo a PF, com o uso de documentos falsos.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos no município. Os agentes recolheram um celular e documentos que agora serão analisados. É justamente desse material que os investigadores esperam descobrir como as transferências foram feitas, quem participou e se existe uma estrutura maior por trás da suposta fraude.
A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos alvos das buscas, os endereços onde as medidas foram cumpridas ou a quantidade de eleitores que teria sido transferida. Também não foi informado oficialmente qual candidato ou grupo político seria beneficiado.
A suspeita, porém, chama atenção porque a investigação não trata apenas de uma eventual irregularidade cometida por um eleitor. Segundo a PF, o objetivo investigado seria aumentar artificialmente a quantidade de votos de determinado grupo ou candidato. Se a perícia confirmar uma ação coordenada, o caso poderá ganhar uma dimensão política muito maior.
São João de Meriti possui quatro zonas eleitorais: 88ª, 89ª, 186ª e 187ª. Saber para qual zona e quais bairros os eleitores foram transferidos será uma das peças importantes para entender o tamanho da operação.
A investigação também contou com apoio da Corregedoria da Receita Federal, segundo o Metrópoles. O material apreendido segue agora para análise, enquanto a PF procura identificar outros possíveis envolvidos.
Até o momento, não há informação oficial que permita apontar um político ou partido como responsável pela suposta fraude. Por isso, qualquer nome antecipado seria irresponsável.
A pergunta que fica é direta: quem estava interessado em colocar mais eleitores em São João de Meriti e transformar essas transferências em votos?
A resposta pode estar no celular e nos documentos apreendidos pela Polícia Federal.
E é justamente essa resposta que pode transformar a Operação Voto Migrante em uma das histórias eleitorais mais explosivas da Baixada.
Fontes: Polícia Federal; Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro; Receita Federal; Metrópoles; R7.
Por Jornalista Arinos Monge




