Israel lançou novas incursões na Faixa de Gaza nos últimos dias, aumentando a pressão militar sobre a região em meio a um conflito que já dura meses. As operações mais recentes ocorreram simultaneamente à visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aos Estados Unidos, onde ele se encontrou com o presidente Joe Biden e discursou no Congresso.
As incursões israelenses, incluindo ataques aéreos e operações terrestres, têm como objetivo principal enfraquecer a capacidade militar do Hamas. Entre as áreas mais afetadas estão Khan Younis e Jabalia, onde bombardeios intensos resultaram em dezenas de mortes e feridos. A ofensiva tem levado milhares de civis a abandonar suas casas em busca de segurança, exacerbando a crise humanitária.
Em Khan Younis, o maior hospital da região foi evacuado, deixando centenas de pacientes sem atendimento. Organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) têm alertado sobre a necessidade urgente de serviços médicos na região, especialmente em meio a intensos combates.
Reações internacionais e críticas
A comunidade internacional tem observado com preocupação a escalada do conflito. Críticas à aliança dos Estados Unidos com Israel foram expressas por diversos líderes palestinos, que acusam o apoio americano de alimentar a violência na região. Enquanto isso, o governo israelense defende suas ações como necessárias para garantir a segurança do país e eliminar a ameaça representada pelo Hamas.
Com as negociações de cessar-fogo em um impasse, a expectativa é de que os combates continuem nas próximas semanas. Israel tem intensificado suas operações para desmantelar a infraestrutura militar do Hamas, enquanto o grupo continua a lançar ataques com foguetes contra alvos israelenses. A população civil de Gaza, já sobrecarregada pela destruição e deslocamento, enfrenta um futuro incerto com poucas esperanças de uma resolução rápida do conflito.