Coluna Patrulha Animal: A IMPORTÂNCIA DO AMPARO AOS PROTETORES DOS ANIMAIS
Dr André Salabert Médico Veterinário formado pela UFRRJ
Pos graduado em clinica e cirurgia de pets nao convencionais
Fundador e professor da Aprimoravet
Proprietário da Rede Bicho de Clinicas Veterinárias e do Centro Veterinário da Baixada (CVB)
Esta semana a coluna vai abordar um tema de suma importância, que é a necessidade de apoio e amparo àqueles que efetivamente fazem acontecer na proteção animal, em defesa dos animais abandonados nas vias públicas do nosso Estado, os denominados protetores independentes, pessoas que se doam no dia a dia, da causa animal.
Sabe-se que o número de animais domésticos (cães e gatos) abandonados em nosso Estado é grande. Não existem lares para todos, e não haverá enquanto não houver uma política pública continuada de controle populacional, através da castração animal em massa, de forma planejada e ampla, contemplando os municípios do nosso Estado, sobretudo, nos locais onde há uma grande incidência de animais vítimas de maus-tratos.
Enquanto não houver o controle populacional, continuarão a existir diariamente animais abandonados nas ruas, nas mais diversas situações de vulnerabilidade, animais que precisam de ajuda, carentes com a falta de alimentos, abrigo e cuidados, precisando de uma família que os adotem de forma responsável. Porém na maioria das vezes, são os protetores independentes que irão, mesmo superlotados de animais resgatados, efetivamente buscar amparo, acolhimento e atendimento médico veterinário, provendo todo o manejo nos cuidados mínimos e necessários.
“Protetor independente” é o nome que se dá a pessoa que, sozinha, sem ser membro de instituição de proteção e defesa animal, promove esforços para protegê-los, muitas vezes tirando do próprio dinheiro, com dificuldade, levando para sua casa animais de rua, saindo de madrugada para resgates de animais atropelados e vítimas das mais inúmeras situações de maus-tratos.
A proteção independente apesar de enorme, é invisível na promoção de políticas públicas, mesmos com os protetores atuando paralelamente, ou em alguns casos na ausência do Poder Público, sobrecarregados, são os que resgatam, cuidam, alimentam, castram, vermifugam, vacinam e doam animais carentes, que foram abandonados, às vezes doentes, muitas vezes filhotes. Colecionando muitas histórias tristes, mas determinados a colaborar para finais felizes, na vida de tantos pets.
Para dar continuidade a essas ações, até em função do grande número de casos, os protetores necessitam do amparo não só do poder público, mas também da sociedade, pois as dificuldades são enormes, com custos que envolvem a alimentação dos animais, manutenção e atendimento médico veterinário.
É preciso plantar essa semente de amor aos animais, fazendo com que haja efetivamente a participação do poder público e sociedade, juntos, num só propósito. Precisamos da ajuda de todos, de forma contínua.
Participe e colabore como puder, seja padrinho de um animal, ajude um protetor independente para que ele consiga realizar bem a sua missão de transformar a tristeza dos animais em felicidade. Não há proteção animal sem o protetor. Fato. E isso precisa ser valorizado e reconhecido, pois essa missão constitucional é um dever do poder público e responsabilidade de toda sociedade.
Dr André Salabert
CRMV-RJ 12554
Médico Veterinário formado pela UFRRJ
Pos graduado em clinica e cirurgia de pets nao convencionais
Fundador e professor da Aprimoravet
Proprietário da Rede Bicho de Clinicas Veterinárias e do Centro Veterinário da Baixada (CVB)
Sargento Rodolfo Maya, Policial Militar, Defensor dos Animais, Bacharel em Direito, Pós- Graduando em Direito Animal e Políticas Públicas
Dra Viviane Miranda, Advogada, Presidente da Comissão de Proteção e Defesa de Direitos dos Animais da OAB/NOVA IGUAÇU, Especialista em Direito Público, Pesquisadora e Ativista em Direito Animal




