Trump anuncia acordo de paz em Gaza: Netanyahu aceita plano de cessar-fogo e liberação de reféns
Proposta dos EUA prevê desarmamento do Hamas, retirada gradual de tropas israelenses e supervisão internacional no pós-guerra; líderes árabes participam do processo de negociação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (29) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou formalmente a proposta de paz em Gaza apresentada pelo governo norte-americano. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington D.C., após uma série de reuniões bilaterais que marcam a quarta visita de Netanyahu à capital americana desde a reeleição de Trump.
Segundo o presidente americano, o acordo está “muito próximo” de ser concretizado e envolve um cessar-fogo imediato, a liberação de todos os reféns israelenses detidos em Gaza em até 48 horas e uma retirada gradual das forças militares de Israel do território palestino. “Quero agradecer ao primeiro-ministro Netanyahu por concordar com o plano. Trabalhando juntos, podemos colocar fim à morte e destruição que assolam esta região há décadas e iniciar um novo capítulo de segurança, paz e prosperidade”, afirmou Trump.
Durante a coletiva, Netanyahu reforçou o compromisso com o plano, destacando que o acordo visa desmantelar as capacidades militares do Hamas, encerrar seu governo político em Gaza e garantir que o território nunca mais represente uma ameaça para Israel. “Apoio plenamente este plano para encerrar o conflito em Gaza. Ele assegura nossos objetivos estratégicos, trará de volta todos os reféns e garantirá a segurança de nosso povo”, disse o premiê israelense.
A proposta de paz apresentada pelos EUA é composta por 20 pontos e, além do cessar-fogo e da liberação de reféns, inclui a criação de uma força de segurança internacional para supervisionar Gaza após a guerra. Um comitê de tecnocratas palestinos assumiria a administração civil temporária, com poderes que seriam posteriormente transferidos para uma Autoridade Palestina reformada. O plano também prevê a libertação de centenas de palestinos, incluindo detentos cumprindo penas longas, mas não contempla a expulsão da população local.
Segundo informações da Associated Press (AP), cerca de 48 reféns israelenses permanecem em Gaza, mas apenas 20 são considerados vivos. O grupo Hamas condiciona qualquer cessar-fogo permanente à retirada completa das tropas israelenses do território palestino.
O presidente americano afirmou que consultou líderes árabes em Nova York na semana passada sobre o plano, buscando apoio internacional para viabilizar a proposta e garantir estabilidade regional. A expectativa é que o cessar-fogo, caso confirmado, marque um passo decisivo para reduzir a violência em Gaza e iniciar um processo de reconstrução com supervisão internacional.




