
O aumento expressivo dos diagnósticos de tuberculose, conhecida popularmente como infecção pulmonar, reforça o alerta global para o controle da doença. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, só no Brasil, foram registrados 80.012 novos casos no último ano. A taxa de incidência alcança 37 casos por 100 mil habitantes, resultando em 5.845 óbitos.
A microbiologista e docente do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabíola Castro, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “A tuberculose tem uma evolução lenta, tornando os infectados potenciais transmissores. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, dificultando a identificação e favorecendo a propagação”, explica. Entre os sinais mais comuns estão tosse persistente, perda de peso acelerada, sudorese noturna, febres baixas no período da tarde, falta de ar e tosse com sangue. Apesar de atingir principalmente os pulmões, a infecção pode comprometer outras partes do corpo, como rins, ossos, intestinos e meninges.
A especialista ressalta que compreender os sintomas e as formas de transmissão é essencial para reduzir os riscos da doença. “O diagnóstico precoce é um diferencial na qualidade de vida do paciente”, afirma. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza acompanhamento gratuito, mas os desafios são crescentes. “Com o surgimento de bacilos resistentes, o tratamento requer drogas antimicrobianas, que podem apresentar efeitos colaterais severos e prolongar a duração da terapia, reduzindo as chances de cura”, alerta.
Segundo Fabíola Castro, a eficiência do tratamento está diretamente ligada à rapidez do diagnóstico. “A recuperação plena é possível, sem sequelas, desde que o paciente inicie o tratamento rapidamente. No entanto, em casos avançados, a doença pode deixar graves danos nos pulmões e em outros órgãos afetados”, conclui a microbiologista.
Diante do crescimento dos casos, a atenção para os sintomas e a busca rápida por atendimento são fundamentais para conter a expansão da tuberculose e preservar vidas.