Terras congeladas estão derretendo e podem soltar uma bomba de gases que piora o aquecimento global
O planeta está esquentando e, junto com isso, o gelo que cobre partes do Ártico, da Sibéria e do Alasca está derretendo rápido demais. O problema é que, debaixo desse gelo, existe um tipo de solo chamado permafrost, que ficou congelado por milhares de anos. E lá dentro estão presos gases perigosos, como metano e gás carbônico — os mesmos que aumentam o calor do planeta.
Segundo cientistas, quando esse solo descongela, esses gases são liberados no ar, e o efeito é como jogar gasolina no fogo do aquecimento global. O metano, por exemplo, é muito mais potente que o gás carbônico e pode acelerar ainda mais o aumento da temperatura da Terra.
O que mais preocupa os pesquisadores é que esse processo já começou. Em alguns lagos congelados do norte do planeta, o gelo está se rompendo por baixo, e o gás está escapando em grandes quantidades. Se o degelo continuar nesse ritmo, até o fim do século poderemos ver bilhões de toneladas desses gases sendo liberadas — o que tornaria o clima ainda mais descontrolado.
O resultado seria um planeta cada vez mais quente, com secas, enchentes, ondas de calor e até regiões inteiras se tornando impossíveis de morar. Mesmo que a humanidade pare de poluir agora, os gases do permafrost continuariam sendo liberados por séculos.
Por isso, os cientistas reforçam o alerta: é urgente conter o aquecimento global antes que o gelo derretido liberte um “monstro” invisível que ninguém poderá controlar.
Com informações da CNN Brasil.




