Megaoperação no Rio de Janeiro: 64 mortos, transporte colapsado e Estado em Estágio 2 de Alerta — O maior confronto policial em 15 Anos
A Operação Contenção, deflagrada nesta terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, é considerada a maior e mais letal ação policial no estado em 15 anos. Até o momento, foram registrados 64 mortos, incluindo dois policiais civis e dois militares do Bope, além de 81 prisões e a apreensão de 72 fuzis, pistolas e granadas. A operação mobilizou 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, com apoio de drones, helicópteros e blindados.
Impacto no Transporte e Mobilidade:
A operação causou um colapso no sistema de transporte da cidade. Criminosos bloquearam vias estratégicas utilizando veículos como barricadas, afetando mais de 100 linhas de ônibus na capital e na Baixada Fluminense. Entre as vias interditadas estão a Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela, Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá e Avenida das Américas. Na Baixada Fluminense, trechos da Linha Vermelha, como em Duque de Caxias, também foram afetados, com motoristas sendo forçados a retornar na contramão devido aos bloqueios.
Além disso, 71 ônibus foram sequestrados e usados como barricadas em diferentes pontos da cidade, incluindo Anchieta, Méier, Serra Grajaú-Jacarepaguá, Cidade de Deus, Chapadão, Engenho da Rainha, Complexo do Alemão e Penha. O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro registrou interdições temporárias em vias como a Avenida Ayrton Senna, Avenida das Américas, Rua Barão do Bom Retiro, Estrada Adhemar Bebiano, Estrada Miguel Salazar Mendes de Morais e Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira.
Suspensão de Aulas e Atividades Acadêmicas:
A operação também afetou o funcionamento de instituições de ensino. Na região do Alemão, 31 escolas tiveram aulas suspensas, enquanto na Penha, 17 escolas ficaram sem aulas. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) suspendeu as atividades do período noturno nas unidades acadêmicas e administrativas da região metropolitana. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) orientou que alunos, professores e funcionários evitassem a Ilha do Fundão e recomendou que aqueles presentes no campus se mantivessem abrigados.
Estado de Alerta e Reações das Autoridades:
O município do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 de atenção, indicando risco de ocorrência de alto impacto. O governador Cláudio Castro classificou a operação como uma resposta ao “narcoterrorismo” e solicitou maior apoio federal. Entretanto, organizações de direitos humanos criticaram a ação, destacando o alto número de mortos e a interrupção da vida cotidiana das comunidades afetadas.




