
A decisão de tirar do ar uma pesquisa favorável a Clébio Jacaré acirra o clima político e expõe a insatisfação com o governo municipal e a falta de infraestrutura na cidade.
A recente decisão da Justiça Eleitoral de Nova Iguaçu para suspender uma pesquisa que mostrava Clébio Jacaré (União) na frente nas intenções de voto provocou um verdadeiro turbilhão de reações na cidade. O juiz Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, da 156ª Zona Eleitoral, alegou que a pesquisa do Instituto RE9 Produções era fraudulenta, apontando irregularidades sérias como a falta de histórico da empresa e a ausência de registro do estatístico responsável no Conselho Regional de Estatística (CONRE).
A decisão de suspender a pesquisa não caiu bem entre os eleitores e políticos locais. Muitos consideram a medida uma tentativa desesperada de proteger o governo atual e seu candidato. “É sempre a mesma coisa. Quando a pesquisa mostra o governo bem, tudo está perfeito. Mas quando um candidato da oposição começa a se destacar, qualquer pesquisa é imediatamente desacreditada. É um absurdo!”, desabafa um eleitor enfurecido.
Os apoiadores de Clébio Jacaré estão chamando a decisão de “choro de derrotado” e criticam o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por parecer favorecer o governo. “É um verdadeiro escândalo que só as pesquisas que mostram o governo em vantagem sejam aceitas. Agora, que um candidato está ganhando destaque, tentam derrubar a pesquisa. Isso é desrespeito com a população”, afirmam, indignados.
A revolta vai além da polêmica com a pesquisa. A administração do atual prefeito, Rogério Lisboa, é alvo de pesadas críticas pela falta de infraestrutura e pelo abandono visível em várias áreas da cidade. “A cidade está um caos! O trânsito é um pesadelo, a saúde está uma porcaria e a educação está indo para o fundo do poço. E o que o governo faz? Apenas pinta árvores e muros. É uma maquiagem para esconder a incompetência”, dizem os moradores.
A situação é agravada pela percepção de que o governo está mais preocupado em manter o poder do que em resolver os problemas reais da cidade. “O Lindinho, pelo menos, andava pela cidade e conversava com a população. Agora, o prefeito atual só aparece para inaugurar obra que não faz diferença nenhuma. É só para enganar o povo”, critica um morador, frustrado.
A crise também se reflete no uso de recursos públicos para campanhas eleitorais. “O governo está usando a máquina pública para garantir votos. O Palácio das Almas – como chamamos a prefeitura, por estar ao lado de um cemitério – está vazio. Funcionários estão sendo pressionados a pedir votos para manter seus empregos, e o número de trabalhadores circulando caiu drasticamente”, relatam funcionários que preferem não se identificar.
O candidato do governo enfrenta críticas severas por sua falta de carisma e pela escolha da irmã de um deputado desaparecido como sua vice. “O candidato é um zero à esquerda! E ainda vem com a história de que a irmã de um deputado sumido vai ser a vice. O povo está cansado dessa politicagem barata”, afirmam eleitores descontentes.
A falta de infraestrutura continua sendo um problema significativo. “A cidade está abandonada. Não tem uma obra de verdade acontecendo, só pintura de fachada e tapamento de buracos. Os problemas reais, como saúde e educação, continuam sem solução”, critica um líder comunitário.
A insatisfação dos moradores de Nova Iguaçu é clara. “Nova Iguaçu não é essa maravilha que tentam mostrar. Está cheia de problemas, e o governo só se preocupa em pedir votos. A verdade é que a cidade está largada e ninguém está fazendo nada para melhorar”, concluem, refletindo um sentimento de desilusão e revolta com a administração municipal.
O clima político em Nova Iguaçu está quente, e a disputa pelo poder revela a profunda divisão e o descontentamento que permeiam a cidade. Com a falta de infraestrutura e a má administração no centro das críticas, as eleições prometem ser um campo de batalha acirrado e repleto de tensões.
Por: Arinos Monge