Nas últimas semanas, o mundo tem enfrentado uma onda de calor sem precedentes, resultando em recordes consecutivos de temperatura. No dia 21 de julho de 2024, a Terra registrou o dia mais quente já documentado, com a temperatura média global atingindo 17,09°C. Este recorde quebrou o registrado no dia anterior, quando a temperatura média global foi de 17,08°C.
A onda de calor afetou grandes áreas dos Estados Unidos, Europa e Rússia, provocando um aumento significativo nas temperaturas e exacerbando os efeitos das mudanças climáticas. Especialistas atribuem esses recordes a uma combinação de fatores, incluindo o aquecimento global causado pela queima de combustíveis fósseis e o fenômeno El Niño, que tende a aquecer ainda mais o planeta.
O fenômeno El Niño, que se caracteriza pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, foi oficialmente declarado em junho de 2024 e é um dos principais responsáveis pela intensificação das temperaturas globais. Este evento climático tem impactos abrangentes, incluindo chuvas intensas ou secas extremas e aumento das temperaturas, como visto nas últimas semanas.
De acordo com dados do Serviço de Mudança Climática Copernicus da União Europeia, o mês de julho de 2024 tem sido excepcionalmente quente, dando continuidade a uma tendência de 13 meses consecutivos de recordes de temperatura. Esta tendência é um claro indicativo da urgência em abordar as emissões de gases de efeito estufa para mitigar os impactos das mudanças climáticas.