
A novela da política brasileira ganhou mais um capítulo explosivo: Jair Bolsonaro virou réu por suposta tentativa de golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal (STF) quer resolver essa história antes da próxima eleição presidencial, mas, no meio do caminho, o julgamento pode acabar transformando o ex-presidente em um “mártir” e reacendendo ainda mais as paixões políticas. Afinal, a política no Brasil nunca é só sobre justiça, mas também sobre narrativa e estratégia.
O jornal britânico Financial Times jogou lenha na fogueira ao sugerir que esse julgamento pode dar ainda mais popularidade a Bolsonaro. Se a intenção é colocá-lo contra a parede, pode acontecer o oposto: ele pode se fortalecer como uma espécie de vítima do sistema. E não é como se a política brasileira não tivesse exemplos disso antes, né?
O paralelo com Lula é inevitável. O atual presidente foi preso em 2018 e, mesmo assim, voltou ao Planalto. Agora, Bolsonaro enfrenta um cenário parecido, com um julgamento cercado de polêmicas e liderado por figuras que ele acusa de tendenciosas, como o ministro Alexandre de Moraes. A oposição grita que a justiça precisa ser feita, enquanto seus apoiadores vociferam sobre perseguição política. O roteiro parece repetido, mas com outros personagens e interesses.
Uma pesquisa do instituto AtlasIntel mostrou que 51% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro tentou um golpe, enquanto 48% acham que ele é inocente. Ou seja, o país está rachado ao meio. Esse julgamento tem tudo para influenciar a eleição de 2026, assim como a prisão de Lula moldou a de 2018. Só que agora, além do fator interno, há um ingrediente internacional: a conexão com Donald Trump. O ex-presidente americano, que também enfrentou seus próprios problemas legais, não deu grandes passos em relação ao Brasil ainda, mas a ligação entre seus aliados e os de Bolsonaro segue firme.
O STF garante que está seguindo tudo dentro da lei, mas a polêmica está longe de acabar. O julgamento de Bolsonaro promete ser um dos maiores espetáculos políticos dos últimos anos. No fim das contas, a pergunta que fica é: quem sai mais forte dessa história? Bolsonaro, o STF ou o caos?