
Olha só, domingo foi dia de mais um capítulo da novela política brasileira. A turma do PT e do PSOL organizou um protesto contra o famoso “PL da Anistia” na Avenida Paulista. O projeto, caso você tenha perdido o enredo, quer perdoar geral que se meteu nos atos de 8 de janeiro. E claro, teve discurso afiado, alfinetada e muito cartaz pedindo cadeia para os envolvidos.
Guilherme Boulos, sempre com aquela língua afiada que só ele tem, não perdeu a oportunidade de cutucar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Jogou aquela velha profecia de que “o mundo dá voltas” e ainda sugeriu que um dia podem ter que levar marmita pra ele lá na Papuda. Alguém já viu um presídio que aceita leite condensado e picanha no cardápio? Mistério.
Lindbergh Farias também não ficou atrás e fez questão de mandar um recado direto: essa semana é a hora do “tudo ou nada” pra enterrar esse papo de anistia. Segundo ele, a base do governo tá fechada nessa missão. A ver.
O ato começou na Praça Oswaldo Cruz e seguiu até o antigo DOI-Codi, aquele lugar sinistro da ditadura. A galera carregava faixas com “sem anistia” e agitava bandeiras do Brasil, num enredo que, dependendo do ângulo da foto, até poderia confundir os distraídos.
Ah, e antes que alguém pergunte sobre o público… bem, o que importa é que teve manifestação! Mas sejamos sinceros, a Avenida Paulista já viu dias mais movimentados. Isso aí parecia mais uma reunião de condomínio do que um protesto histórico.
Agora, o contexto: essa mobilização foi uma espécie de “contra-ataque” àquela manifestação organizada por Bolsonaro e pelo pastor Silas Malafaia no Rio de Janeiro, que foi basicamente um grande apelo pela tal anistia. Ou seja, enquanto um grupo pede “paz e perdão”, o outro quer ver gente de tornozeleira eletrônica.
No fim das contas, a política brasileira segue como sempre: um verdadeiro reality show, cheio de reviravoltas, tretas e aquele toque de drama que só o Brasil sabe proporcionar.