De volta ao front, Paes mira o interior e aponta para a Baixada como símbolo de abandono político
Após o retorno das férias, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já caiu na estrada. Agora como candidato ao governo do Rio de Janeiro, ele inicia uma peregrinação política pelo interior com um roteiro claro: ouvir, marcar presença e bater de frente com problemas que, segundo ele, já passaram do limite.
O discurso vem carregado — e direto ao ponto.
Na mobilidade urbana, Paes tem insistido que o estado perdeu o controle sobre o transporte. Fala em integração que não existe, deslocamentos longos e um sistema que penaliza justamente quem mais precisa. Não é só crítica técnica — é discurso com endereço certo: o trabalhador que passa horas no ônibus todos os dias.
Na saúde, o tom é ainda mais contundente. Ele aponta um modelo que, na prática, estaria concentrado “em uma só mão”, com decisões centralizadas e pouca eficiência na ponta. Resultado: unidades sobrecarregadas, atendimento precário e uma população que segue esperando por dignidade.
E quando entra no terreno dos serviços básicos, a crítica vira quase denúncia política. Ao citar empresas como a Light S.A. e a Águas do Rio, Paes reforça a ideia de que setores essenciais “têm dono” — e que falta pulso do estado para fiscalizar e equilibrar o jogo.
Nas redes sociais, onde já se apresenta como pré-candidato, o movimento é constante — com milhões de seguidores acompanhando sua atuação e posicionamentos (Facebook). É por ali que ele mede temperatura, testa discurso e amplia alcance.
E no meio desse giro, a Baixada Fluminense aparece como ponto central. Um dos maiores colégios eleitorais do estado, mas ainda marcado por abandono histórico e por estruturas de poder que atravessam gerações, como se o tempo não tivesse passado.
Ao colocar o pé na estrada, Paes não só confirma candidatura — ele define campo de batalha. E o recado que tenta deixar é simples: o estado, segundo ele, não pode continuar concentrado nas mãos de poucos enquanto a maioria segue esperando por soluções básicas.
Fonte: Facebook e Instagram de Eduardo Paes




