Caminhadas por municípios estratégicos e aproximação com nomes de peso da política regional reforçam movimento de presença territorial e construção de base
O ex-prefeito Eduardo Paes acelerou o passo e colocou a política no ritmo da rua. Ao longo da semana, ele percorreu cidades da Baixada Fluminense e avançou pelo Noroeste do Rio de Janeiro, numa agenda que combina contato direto com o eleitor e articulação com lideranças locais.
Na Baixada, o giro incluiu municípios estratégicos como Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti e Duque de Caxias — regiões onde densidade eleitoral e influência política caminham juntas.
Foi em Caxias que uma imagem ganhou força e sintetizou o momento: Paes, em uma feira popular, comendo pastel ao lado de Netinho Reis, nome ligado a um dos grupos mais influentes da política local. O gesto, simples na forma, tem leitura direta nos bastidores — aproximação com estruturas que operam na ponta e ajudam a definir o jogo eleitoral na região.
No Noroeste Fluminense, a agenda seguiu por Santo Antônio de Pádua, Cambuci, Aperibé e São Fidélis. Por lá, o movimento teve perfil mais institucional, com encontros políticos e diálogo com lideranças regionais, ampliando a presença fora do eixo da capital.
A estratégia é clara: ocupar território e construir capilaridade. Na Baixada, o foco está na visibilidade e no corpo a corpo. No interior, o objetivo é consolidar alianças e ampliar o alcance político.
Durante as caminhadas, a recepção misturou apoio e cobrança. Moradores levaram para o contato direto temas recorrentes como saúde, transporte e segurança — pautas que seguem como termômetro real da avaliação popular.
Nos bastidores, a leitura é pragmática: quem chega antes, estrutura melhor. Ao circular por diferentes regiões e se aproximar de lideranças com peso local, Paes testa terreno e reforça sua presença no cenário estadual.
No fim, o movimento deixa pouca margem para dúvida. A campanha pode até não ter sido oficializada, mas o ritmo já é de disputa.
E, no Rio, quem domina a rua… entra no jogo com vantagem.
Por: Arinos Monge.



