Ofensiva no Morro do Castro: DHBF aperta o cerco contra o tráfico em Belford Roxo
Operações estratégicas e prisões recentes colocam a região sob vigilância reforçada; inteligência da Polícia Civil busca desmantelar a hierarquia do crime na Baixada.
Belford Roxo – O clima é de tensão e vigilância redobrada no Morro do Castro. Após uma série de incursões táticas e prisões consideradas cirúrgicas realizadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a região entrou em estado de alerta. A movimentação faz parte de uma estratégia de asfixia operacional, que visa desarticular as lideranças do tráfico atuantes no município.
Inteligência e capturas
Diferente de operações convencionais, as ações recentes foram baseadas em um trabalho intensivo de inteligência. A DHBF identificou e prendeu peças-chave na estrutura do crime local. Segundo especialistas em segurança pública, esse tipo de ação pode gerar um “vácuo de poder” temporário — o que, por outro lado, aumenta o risco de disputas internas por sucessão.
Por esse motivo, o policiamento foi reforçado nos principais acessos à comunidade.
Impacto na comunidade
Moradores relatam um cotidiano marcado pela incerteza. Apesar de a presença do Estado ser vista como necessária para conter a violência, o receio de retaliações ou novos confrontos armados faz com que o comércio funcione em horários reduzidos, enquanto a circulação de pessoas diminui significativamente após o pôr do sol.
Próximos passos
Fontes ligadas à segurança pública indicam que os desdobramentos das prisões podem resultar na emissão de novos mandados de busca e apreensão nos próximos dias. O foco das investigações agora está no cruzamento de informações obtidas em depoimentos, com o objetivo de localizar depósitos de armas e drogas que abastecem não apenas Belford Roxo, mas também municípios vizinhos da Baixada Fluminense.
A polícia reforça o pedido de colaboração da população por meio do Disque-Denúncia, destacando que o anonimato é garantido e considerado essencial para o avanço das investigações.
Fonte: No Radar e redes sociais



