Candidato ao Palácio Guanabara afirma que insegurança prejudica empresas, encarece produtos e compromete geração de empregos; critica resultados mesmo com alto orçamento destinado à área
A segurança pública se tornou um dos principais pilares do discurso de Eduardo Paes na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O candidato afirma que o avanço da criminalidade deixou de ser apenas um problema das ruas e passou a afetar diretamente a economia, a atração de investimentos e o custo de vida da população.
Ao citar um estudo da FIRJAN, Paes afirmou que a violência provoca prejuízos milionários ao Estado e cria um ambiente de insegurança para empresários que avaliam investir no Rio.
Segundo ele, um grande grupo empresarial chegou a planejar a instalação de uma fábrica no estado. A estrutura oferecida, incluindo logística, porto e mão de obra, atendia às necessidades da empresa, mas a decisão mudou após uma análise de risco relacionada à segurança.
“Junto com a fábrica foram embora o investimento, a capacitação e os empregos que ela iria trazer”, afirmou.
Na avaliação do candidato, a insegurança tem se transformado em um obstáculo para o desenvolvimento econômico. Ele destacou que a violência afeta desde grandes empresas até comerciantes e consumidores, que acabam pagando custos maiores com seguros, transporte e produtos.
Paes também chamou atenção para o volume de recursos destinados à segurança pública no Estado do Rio. Segundo ele, a área está entre as que mais consomem recursos do orçamento estadual, mas, mesmo assim, o avanço do crime continua sendo uma realidade para os moradores.
“O Rio de Janeiro é um dos estados que mais gastam com segurança pública no Brasil e, mesmo assim, o crime continua avançando. O problema não é apenas colocar mais dinheiro. É preciso transformar recurso em resultado, com planejamento, inteligência e gestão”, declarou.
O candidato afirmou ainda que o Estado precisa mudar a estratégia de enfrentamento ao crime organizado, com integração entre órgãos de segurança, uso de tecnologia, monitoramento por dados e ações para atingir a estrutura financeira das organizações criminosas.
Outro ponto destacado foi o roubo de cargas. Paes afirmou que a concentração dos crimes em corredores estratégicos, especialmente entre a Baixada Fluminense e o Centro do Rio, prejudica a economia e chega ao consumidor.
“Carga roubada significa seguro mais caro. Seguro mais caro aumenta o frete. E esse custo acaba chegando ao preço dos produtos que as famílias compram”, disse.
Para Paes, recuperar a segurança pública é uma condição para o Rio voltar a atrair investimentos e gerar empregos.
“Segurança como prioridade de verdade vai fazer o nosso estado ter mais empregos, mais investimentos e melhorar a vida de todos”, afirmou.
Do Facebook
Por Jornalista Arinos Monge



