A quatro dias do segundo turno, pesquisas mostram uma disputa apertada, com Flávio numericamente à frente na maioria dos levantamentos; Lula ainda aparece na liderança em um deles
Por Jornalista Arinos Monge
O Brasil está contando os dias para o segundo turno, e a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro ganhou aquele clima de decisão que toma conta das conversas nas ruas, nos bares, nos grupos de família e, claro, nas rodas políticas. A eleição está chegando ao momento decisivo, e as pesquisas divulgadas nesta quarta-feira, 21 de outubro, mostram que ninguém pode cantar vitória antes da hora.
O cenário mais recente aponta Flávio Bolsonaro numericamente à frente na maioria dos levantamentos nacionais reunidos pelo Poder360. De 16 pesquisas compiladas pelo veículo, o senador aparece na dianteira em 15, enquanto Lula lidera numericamente em uma delas, a Vox Brasil. Mas atenção: isso não significa que Flávio tenha uma vantagem garantida. Em diversos levantamentos, a diferença está dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico.
Na pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. É uma diferença de apenas um ponto percentual. Quando entram na conta somente os votos válidos, o senador registra 50,56%, e o presidente, 49,44%. A diferença é pequena e não permite transformar o resultado em previsão de vitória.
A pesquisa Meio/Ideia também mostra Flávio numericamente à frente nos votos válidos, com 51,1%, contra 48,9% de Lula. Já a Palver registra 50% para o senador e 48% para o presidente nas intenções de voto totais. Em ambos os casos, as diferenças continuam dentro das respectivas margens de erro.
E onde entra Lula nessa história? Entra justamente no fato de que a eleição segue aberta. O presidente ainda aparece numericamente à frente em um dos levantamentos reunidos, e a distância observada em várias pesquisas é pequena. Em uma eleição tão disputada, cada voto conta, e a mobilização dos eleitores pode fazer diferença até o último momento.
Nos bastidores, o que se vê é uma corrida contra o relógio. As campanhas precisam convencer quem ainda está indeciso, estimular os próprios apoiadores a comparecer às urnas e evitar que a rejeição se transforme em perda de votos. É a fase em que cada declaração, cada agenda e cada movimento político ganha peso.
Mas pesquisa não é resultado de urna. Ela registra o que os entrevistados disseram no período em que foram ouvidos, com uma metodologia específica. Os números podem oscilar, e a margem de erro precisa ser respeitada. Por isso, dizer que um candidato já venceu seria precipitado.
Agora é esperar o domingo, 25 de outubro, quando os brasileiros terão a palavra final. Até lá, a disputa continua quente, o país permanece dividido e os institutos seguem medindo uma corrida que promete prender a atenção de todo o Brasil.
Na política, como na vida, a última palavra não é de quem fala mais alto nem de quem aparece na frente por um ponto. É do eleitor, diante da urna.
Fontes: Poder360, compilação de pesquisas nacionais publicada em 21 de outubro de 2026; levantamentos Genial/Quaest, Meio/Ideia, Palver e Vox Brasil.



