Com investimento de cerca de R$ 47,9 milhões, obra começa oficialmente e promete desafogar o trânsito entre Belford Roxo e Mesquita, nos dois sentidos da Dutra, em uma região onde o crescimento urbano sempre correu na frente da infraestrutura.
Agora é oficial: saiu do papel. O governador Cláudio Castro e o prefeito Márcio Canella assinaram a ordem de início das obras de duplicação do Viaduto do BNH, ligação fundamental entre Belford Roxo, Mesquita e a Via Dutra, tanto no sentido Rio quanto São Paulo. A intervenção mira um dos gargalos mais antigos da mobilidade na Baixada Fluminense.
O viaduto não surge por acaso. As duas cidades cresceram, a frota de veículos praticamente quadruplicou e a mobilidade urbana ficou para trás por décadas. O resultado foi um trânsito pesado, confuso e travado, especialmente nos horários de pico, afetando motoristas, passageiros de ônibus e trabalhadores que dependem diariamente da Dutra.
Com a duplicação da rodovia federal, a pressão aumentou ainda mais sobre os acessos urbanos. A obra do Viaduto do BNH entra justamente para reorganizar esse fluxo, criando uma ligação mais direta, segura e eficiente entre os municípios e a principal rodovia do país. A expectativa é beneficiar mais de 660 mil moradores da região, reduzindo congestionamentos e melhorando o tempo de deslocamento.
Em Belford Roxo, o impacto tende a ser rapidamente absorvido. O município conta com acessos mais distribuídos e uma malha viária que responde melhor ao aumento do volume de veículos. Já em Mesquita, o desafio é maior. Atualmente, o tráfego segue em mão dupla até a saída da Dutra e depende de um único acesso principal ao Centro, especialmente no bairro BNH, onde trânsito pesado, muitas linhas de ônibus, quebra-molas e falta de sinalização se misturam no dia a dia.
Com o início das obras, cresce também a responsabilidade de Mesquita investir na reestruturação de sua mobilidade urbana, principalmente na principal via de acesso ao Centro, para que o fluxo vindo da Dutra não encontre novos pontos de travamento logo após o viaduto.
Durante o ato que marcou o início das obras, Cláudio Castro destacou o papel do Estado em levar obras estruturantes para a Baixada Fluminense, integrando rodovia, cidades e desenvolvimento. Márcio Canella ressaltou que a duplicação do viaduto representa um avanço concreto para a qualidade de vida da população e para a organização do trânsito regional.
O evento contou ainda com a presença do secretário de Estado das Cidades, Douglas Ruas, responsável pela condução técnica do projeto, e do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, que reforçou a importância da parceria entre Estado e municípios para tirar obras históricas do papel.
Mais do que concreto e asfalto, o Viaduto do BNH começa como símbolo de um novo momento. A obra chega quando o trânsito já não aguenta mais. E a missão é clara: desafogar Belford Roxo, aliviar Mesquita e melhorar a relação das duas cidades com a Via Dutra, eixo vital da mobilidade no Rio de Janeiro.




