Estudo da Coppe/UFRJ propõe ligação subterrânea entre a capital e o Leste Fluminense, reduzindo viagens que hoje levam horas nos horários de pico
A mobilidade urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro pode passar por uma grande transformação caso saia do papel a nova proposta para a Linha 3 do Metrô. Desenvolvido por pesquisadores da Coppe/UFRJ, o estudo apresenta uma solução de alta capacidade para conectar a capital ao Leste Fluminense por meio de uma estrutura subterrânea atravessando a Baía de Guanabara.
O projeto prevê uma ligação direta entre Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, criando um novo eixo de transporte para uma região que sofre diariamente com congestionamentos, longos deslocamentos e dependência do transporte rodoviário.
O principal destaque da proposta é a construção de um túnel metroviário sob a Baía de Guanabara, uma obra de engenharia que permitiria uma conexão rápida entre os dois lados da baía, reduzindo significativamente o tempo gasto pelos passageiros.
Viagem entre Rio e Niterói pode cair para cerca de 11 minutos
Atualmente, deslocamentos entre a capital e cidades do outro lado da baía podem sofrer grandes atrasos, principalmente nos horários de maior movimento. A Linha 3 pretende criar uma alternativa mais rápida e previsível.
De acordo com estudos apresentados sobre o projeto, o trajeto entre pontos estratégicos como o Aeroporto Santos Dumont, no Rio, e a região de Icaraí, em Niterói, poderia ser realizado em aproximadamente 11 minutos.
A mudança representaria uma redução expressiva no tempo de viagem para milhares de trabalhadores, estudantes e moradores que fazem esse percurso diariamente.
Projeto prevê integração e desenvolvimento regional
Além da melhoria no transporte, a proposta da Linha 3 é vista como uma iniciativa capaz de estimular o desenvolvimento econômico da Região Metropolitana. A expansão da rede metroviária poderia aproximar áreas residenciais dos grandes centros de emprego e serviços.
O estudo indica uma linha de aproximadamente 50 quilômetros de extensão, com dezenas de estações planejadas e capacidade para atender cerca de 1,7 milhão de pessoas.
A ideia é criar uma rede mais integrada, diminuindo a necessidade do uso de carros e ônibus em trajetos longos e contribuindo para a redução dos congestionamentos e da emissão de poluentes.
Tecnologia e planejamento antes da construção
Apesar do potencial, a Linha 3 ainda está em fase de estudos. Antes de uma possível obra, são necessárias análises técnicas, ambientais, financeiras e de demanda para definir o melhor traçado e a viabilidade da implantação.
A equipe da Coppe/UFRJ avalia aspectos como fluxo de passageiros, impacto urbano, custos e alternativas tecnológicas para tornar o projeto possível.
Se for executada, a Linha 3 poderá se tornar uma das maiores obras de infraestrutura de transporte do estado, mudando a forma como milhões de pessoas se deslocam pela Região Metropolitana do Rio.
Fontes de informação
- Coppe/UFRJ — Estudos sobre a implantação da Linha 3 do Metrô e projeto PRISMA-RJ
- Coppe/UFRJ — Pesquisas do Programa de Engenharia de Transportes sobre mobilidade metropolitana
- Projeto PRISMA-RJ — Estudos de integração urbana e planejamento de transportes no Rio de Janeiro
- Reportagens de mobilidade urbana sobre a proposta do metrô subterrâneo Rio–Niterói
Ficou em formato de matéria para jornal/site, sem aparência de texto acadêmico.



