Operação contra fraudes do Comando Vermelho chega a Nova Iguaçu e apreende Jaguar em esquema de R$ 136 milhões
Polícia Civil investiga rede de golpes bancários e lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa que atuava em várias cidad
Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro colocou no centro das investigações um sofisticado esquema de fraudes bancárias ligado ao Comando Vermelho que teria movimentado cerca de R$ 136 milhões.
As ações ocorreram em diferentes cidades do estado e também fora dele. Entre os municípios alcançados pela operação está Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde agentes encontraram um carro de luxo da marca Jaguar, apontado nas investigações como produto de crime.
Também houve diligências em Rio de Janeiro, Niterói, Cabo Frio e cidades do Rio Grande do Sul.
O “banco” do crime
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, o grupo criou uma estrutura baseada em empresas de fachada, documentos falsos e contas abertas em nome de “laranjas”.
Com essas contas, os criminosos aplicavam golpes financeiros e movimentavam grandes valores dentro do sistema bancário. O dinheiro era rapidamente transferido entre diversas contas, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Na prática, funcionava como uma espécie de sistema financeiro paralelo, usado para lavar dinheiro e sustentar outras atividades criminosas.
Luxo no rastro das fraudes
Entre os alvos da investigação aparece Piero Gabriel Ramos, apontado como operador do esquema e responsável por movimentar valores milionários.
Durante as buscas, os agentes também localizaram veículos de luxo, contas bancárias com movimentações elevadas e patrimônio incompatível com a renda declarada.
E aí surge uma ironia que costuma acompanhar esse tipo de operação: enquanto muita gente passa anos pagando financiamento para comprar um carro simples, alguns operadores do crime conseguem circular em veículos de luxo.
A diferença é que, cedo ou tarde, a conta costuma chegar — e normalmente vem acompanhada de investigação policial e bloqueio de bens.
Agora, os investigadores seguem analisando documentos e movimentações financeiras para desmontar completamente o esquema.
Fontes: Polícia Civil do Rio de Janeiro e investigações da Draco.




