A vez de Ceciliano: o “homem do consenso” no tabuleiro do Guanabara
De saída para o Senado, Castro deixa vácuo no poder que coloca André Ceciliano como peça-chave para garantir a governabilidade no Rio
Com o governador Cláudio Castro arrumando as malas para focar na sua campanha ao Senado em abril, o Rio de Janeiro se prepara para um movimento político que promete sacudir as estruturas do Palácio Tiradentes. Diante de um cenário sem vice-governador e com regras de sucessão recém-ajustadas, o nome de André Ceciliano deixou de ser apenas uma possibilidade para se tornar o grande favorito na disputa pelo mandato-tampão que conduzirá o estado até o fim de 2026.
A aposta em Ceciliano não é por acaso. O ex-presidente da Alerj carrega a fama de ser um dos raros políticos capazes de tomar café com a esquerda e com a direita na mesma mesa, mantendo as portas abertas em Brasília e a confiança dos deputados estaduais. No jargão dos corredores da Assembleia, ele é visto como o “estabilizador”: alguém que conhece as contas do estado como poucos e que não deixaria o governo parar durante o frenesi das eleições gerais.
A estratégia ganha corpo enquanto o atual presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, costura os detalhes da eleição indireta. Com o aval de grande parte da bancada e o trânsito livre entre os diferentes grupos políticos que sustentam a atual gestão, Ceciliano surge como o nome capaz de oferecer segurança jurídica e política para um Rio de Janeiro que não pode se dar ao luxo de viver novas crises de sucessão. Se as peças continuarem se movendo conforme o planejado, o petista deve subir as escadarias do Guanabara com a missão clara de entregar um estado pacificado ao próximo governador eleito nas urnas.
Você quer que eu adicione algum detalhe sobre o papel do PT nessa articulação ou prefere focar na reação da oposição na Alerj?



