Desembargador assume governo do Rio e promete cortar gastos enquanto STF decide sucessão
O Rio de Janeiro entrou em uma verdadeira zona de incerteza política. Com a renúncia do governador Cláudio Castro, sem vice e com a presidência da Assembleia vaga, quem pegou o rojão foi o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro, que agora comanda o estado interinamente. Ele está no Palácio Guanabara até que o Supremo Tribunal Federal decida se o próximo governador será escolhido pelo povo ou pelos deputados estaduais. Até lá, Couto segue no comando, em meio a um cenário que mais parece um nó jurídico impossível de desatar.
Apesar de admitir que não é político, o desembargador não pretende ficar parado. Ele já anunciou que vai revisar contratos milionários, reduzir despesas, trocar o comando em algumas secretarias e reorganizar a administração. A ideia é cortar gastos desnecessários e garantir que a máquina pública continue funcionando sem estourar o orçamento. Couto deixa claro: nada de reformas mirabolantes, tudo será feito de forma técnica e provisória, só para manter o estado funcionando até que a sucessão seja resolvida.
Enquanto isso, a Assembleia Legislativa do Rio segue em turbulência. A eleição interna para escolher o presidente da Casa — que poderia assumir automaticamente o governo — foi anulada, atrasando ainda mais a recomposição da liderança. O resultado é que o estado vive um momento inédito de instabilidade, e não seria surpresa se houver mais de um governador interino até que o STF ponha ordem na casa.
No meio desse fogo cruzado, a população fica de olho, e os políticos, de fora ou de dentro da Assembleia, já começam a se mexer nos bastidores. O Rio não vive apenas uma transição temporária: vive um tabuleiro político aceso, com contratos milionários, cortes de despesas e trocas de secretarias jogando lenha na fogueira da crise.




