Baixada na rua: 1º de Maio em Nova Iguaçu vira ato contra escala 6×1 e expõe pressão por nova jornada de trabalho
Entre bandeiras, cultura e discurso político, trabalhadores ocupam o Centro e colocam na mesa o debate sobre qualidade de vida e direitos
O Dia do Trabalhador em Nova Iguaçu, nesta quinta-feira (1º), foi além da celebração tradicional. A Praça Santos Dumont, no Centro, se transformou em palco de mobilização com uma pauta clara: o fim da escala 6×1.
Organizado pelo Comitê de Lutas Sindical e Popular da Baixada Fluminense, o ato reuniu trabalhadores, lideranças sindicais e representantes políticos em um encontro que misturou reivindicação, cultura e articulação. A defesa de uma jornada mais equilibrada — com espaço para descanso, saúde e convivência familiar — dominou as falas.
Mesmo com programação festiva, o tom foi político. A escala 6×1, comum em setores do comércio e serviços, virou alvo direto de críticas, simbolizando para os participantes um modelo de trabalho considerado desgastante.
Entre os nomes presentes, o ex-vice-prefeito do Rio e pré-candidato a deputado estadual, Adilson Pires, reforçou o discurso pela redução da jornada. Segundo ele, a mudança está diretamente ligada à melhoria da qualidade de vida da população trabalhadora.
Também participaram do ato o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, e o ex-vice-prefeito de Nova Iguaçu, Carlos Ferreira, o Ferreirinha, ligado ao Sindicato dos Comerciários da região. Ambos defenderam o fortalecimento de uma agenda voltada aos direitos trabalhistas na Baixada.
A programação incluiu ainda aulão de ginástica, apresentações de carimbó e capoeira, atividades para crianças, além de ações de saúde, gastronomia e artesanato — uma tentativa de unir mobilização política com presença popular.
No fim, o recado foi direto: a Baixada quer mais do que emprego — quer condições dignas de trabalho. E o debate sobre a escala 6×1, que já circula em diferentes setores, ganha cada vez mais corpo nas ruas.
Fonte:Diário do Rio
Foto: Divulgação



