Tuninho da Padaria critica gestão de Nova Iguaçu, questiona obras do batalhão e denuncia problemas na saúde
Pré-candidato a deputado estadual participou de entrevista na Rádio RBN Online, com apresentação do jornalista Carlos Augusto, e fez críticas à administração municipal, à segurança pública e à rede de saúde da cidade.
Durante entrevista à Rádio RBN Online, apresentada pelo jornalista Carlos Augusto, o pré-candidato a deputado estadual Tuninho da Padaria fez uma série de críticas à administração de Nova Iguaçu, abordando temas como segurança pública, saúde, assistência social, infraestrutura e a situação financeira do município.
Ao comentar obras consideradas estratégicas para a cidade, Tuninho afirmou que Nova Iguaçu sofre com atrasos e com o que classificou como “obras eleitoreiras”.
“Se eu fosse prefeito, essa obra já estaria terminando. Nova Iguaçu merece e precisa dessa obra”, declarou.
O pré-candidato também questionou a demora na entrega do Viaduto de Morro Agudo, lembrando que a estrutura se arrasta há mais de uma década.
“Está lá há 12 anos. É um crime contra o patrimônio público e contra a sociedade. Já virou adolescente”, ironizou.
Batalhão não resolve sozinho
Na área da segurança pública, Tuninho criticou a construção do novo batalhão da Polícia Militar, afirmando que a prioridade deveria ser o aumento do efetivo policial e melhores condições de trabalho para os agentes.
“Mais importante do que construir um batalhão é aumentar o efetivo, valorizar os policiais e dar condições de trabalho. Não sou contra a obra, mas isso não é o principal problema.”
Segundo ele, a inauguração recente de 200 câmeras de monitoramento é insuficiente para uma cidade do porte de Nova Iguaçu.
“Há quase dez anos já deveríamos estar ampliando esse sistema continuamente. Hoje a cidade teria centenas de câmeras a mais.”
Tuninho também defendeu a criação de uma Guarda Municipal mais preparada para atuar em apoio às forças estaduais e federais.
Críticas à assistência social
Outro ponto levantado foi a situação de pessoas em vulnerabilidade social no centro da cidade.
O pré-candidato afirmou que a assistência social não consegue dar respostas ao problema e citou a presença constante de pessoas em situação de rua em áreas centrais.
“É um absurdo ver famílias vivendo em frente à prefeitura e pessoas abandonadas embaixo dos viadutos. São seres humanos que precisam de atendimento e acolhimento.”
Segundo ele, a falta de políticas públicas adequadas também acaba gerando reflexos na segurança e no comércio da região central.
Saúde sob pressão
Ao falar sobre a rede municipal de saúde, Tuninho fez críticas à gestão das unidades de atendimento e relatou problemas enfrentados por profissionais e pacientes.
Durante a entrevista, ele afirmou ter recebido informações sobre falta de insumos e atrasos nos pagamentos de funcionários.
O pré-candidato destacou ainda relatos sobre a falta de gases hospitalares em unidades de saúde, situação que, segundo ele, demonstra a gravidade do cenário enfrentado pela população.
“Faltam medicamentos, faltam insumos e há relatos de problemas até com gases hospitalares. Não é possível que uma cidade do tamanho de Nova Iguaçu conviva com esse tipo de situação.”
Para ele, a saúde pública do município precisa passar por uma profunda reformulação administrativa.
Máquina pública inchada
Tuninho também criticou o que chamou de crescimento excessivo da estrutura administrativa da prefeitura.
Segundo ele, o município enfrenta dificuldades financeiras ao mesmo tempo em que mantém uma máquina pública inchada por indicações políticas.
“A população sente o abandono dos bairros porque faltam investimentos onde realmente importam. O dinheiro acaba sendo consumido por uma estrutura cada vez maior.”
Ao final da entrevista, o pré-candidato afirmou que Nova Iguaçu precisa de planejamento de longo prazo e de investimentos permanentes em áreas essenciais.
“Segurança, saúde, assistência social e infraestrutura não podem funcionar apenas em período eleitoral. A população precisa de resultados concretos todos os dias”, concluiu.



