UMA VIAGEM QUE NÃO CHEGOU AO RIO: TRAGÉDIA NA SERRA DE PETRÓPOLIS DEIXA NOVE MORTOS
O ônibus saiu de Belo Horizonte ainda de madrugada. O destino era o Rio de Janeiro. Dentro dele, 47 pessoas seguiam para Copacabana, numa viagem que deveria terminar diante do mar. Mas, na descida da Serra de Petrópolis, a estrada mudou completamente o destino daquela viagem.
Por volta das 4h30 deste domingo (16), o ônibus de turismo da empresa Estrela Guia tombou no km 91 da BR-040, na região de Cascatinha, em Petrópolis. Nove passageiros morreram e dezenas ficaram feridos. O número de vítimas foi sendo atualizado ao longo da manhã, enquanto bombeiros, equipes de emergência e policiais trabalhavam no local.
O que era uma viagem entre Minas Gerais e o Rio terminou em uma operação de emergência que mobilizou diferentes cidades. Entre os feridos encaminhados para atendimento estão passageiros levados ao Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na capital.
E é aí que a tragédia deixa de ser apenas uma notícia da Região Serrana.
A Baixada Fluminense também entrou na rota da emergência.
Duque de Caxias recebeu parte das vítimas no Adão Pereira Nunes, mostrando mais uma vez o papel que a rede hospitalar da Baixada exerce quando grandes ocorrências atingem a Região Metropolitana. A estrada que liga Minas ao Rio atravessa diferentes territórios, mas, quando acontece uma tragédia desse tamanho, a resposta também precisa ser regional.
A manhã foi de correria para as equipes de socorro. O trecho precisou ser interditado para o atendimento às vítimas, o trabalho dos bombeiros e a realização da perícia. Depois, a circulação foi sendo restabelecida.
Agora começa uma outra etapa: descobrir por que o ônibus tombou.
Até o momento, não há uma causa oficial definida. A investigação está sob responsabilidade da 105ª Delegacia de Polícia de Petrópolis, e a perícia deverá ajudar a reconstruir os últimos momentos antes do acidente.
Era falha mecânica? Condição da pista? Velocidade? Algum problema com o veículo? Alguma circunstância envolvendo o motorista?
São perguntas importantes, mas nenhuma resposta pode ser antecipada antes da investigação.
Também será preciso identificar as vítimas e comunicar as famílias. Por trás dos números divulgados nos boletins estão histórias interrompidas, pessoas que tinham destino, planos e alguém esperando pela chegada.
A empresa Estrela Guia Turismo manifestou solidariedade às vítimas e informou que está colaborando com as autoridades e prestando assistência aos envolvidos.
A BR-040 amanheceu neste domingo com uma cena que ninguém gostaria de registrar: um ônibus destruído, equipes de resgate trabalhando e famílias começando a receber a notícia mais difícil de suas vidas.
A viagem começou em Belo Horizonte e deveria terminar no Rio.
Não terminou.
Na descida da Serra de Petrópolis, nove vidas ficaram pelo caminho — e agora caberá à investigação explicar o que aconteceu naquela madrugada.
O Magazine Rio acompanha o caso e atualizará as informações à medida que novos dados oficiais forem divulgados.



