Mostra em Londres coloca obras do mestre belga ao lado de artistas atuais e recupera o debate sobre imagem, realidade e percepção
O surrealismo de René Magritte voltou ao centro da cena cultural internacional nesta semana com uma exposição que coloca o artista belga em diálogo direto com nomes da arte contemporânea.
A mostra “This Is Still Not a Pipe: The Afterlife of Magritte”, realizada na galeria Gagosian, em Londres, revisita o trabalho do artista conhecido por brincar com a relação entre aquilo que vemos e aquilo que acreditamos estar vendo.
Magritte ficou mundialmente conhecido por imagens que parecem simples, mas provocam uma pergunta fundamental: uma pintura é realmente aquilo que representa?
A nova exposição leva essa provocação para o presente ao apresentar obras de Magritte ao lado de trabalhos de artistas contemporâneos como Sarah Lucas e Matthew Barney.
A ideia é mostrar como as questões levantadas pelo surrealista continuam influenciando a produção artística décadas depois de sua morte.
A programação artística de Londres também reúne outras exposições importantes nesta semana. Entre elas estão trabalhos de Rachel Kneebone, uma retrospectiva de Gabriel Orozco e uma instalação de grande escala dedicada à preservação dos polinizadores.
A exposição de Magritte chama atenção justamente por aproximar diferentes gerações. O artista que no século passado questionava a relação entre palavra, imagem e realidade encontra agora uma produção contemporânea que continua explorando os mesmos limites.
A mostra integra uma temporada de exposições que transforma Londres, neste período, em um dos principais centros de circulação da arte internacional.
Fontes: The Guardian; Gagosian.
Por Jornalista Arinos Monge




