Cota de gênero derruba vereador em Nilópolis. E Nova Iguaçu, será quando?
Decisão da Justiça Eleitoral em Nilópolis aumenta pressão sobre processo semelhante que tramita há mais de um ano em Nova Iguaçu e segue sem definição no TRE-RJ
A queda de um vereador em Nilópolis por fraude à cota de gênero voltou a sacudir os bastidores políticos da Baixada Fluminense — e reacendeu uma pergunta que ecoa cada vez mais forte em Nova Iguaçu: se lá o martelo já bateu, por que aqui ainda não?
Em Nilópolis, a Justiça Eleitoral decidiu pela cassação da chapa investigada, anulou os votos da federação envolvida e provocou mudança imediata na composição da Câmara Municipal. O caso terminou com a perda do mandato de um vereador e a posse de outro parlamentar no Legislativo da cidade.
A decisão caiu como uma bomba política na região e colocou novamente os holofotes sobre o processo semelhante que corre na 156ª Zona Eleitoral de Nova Iguaçu.
O juiz eleitoral Gustavo Quintanilha já concluiu a análise do caso iguaçuano e abriu prazo para recursos das partes envolvidas. Agora, o andamento depende do envio do processo ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), responsável por decidir se mantém ou não o entendimento da primeira instância.
Enquanto isso, a ansiedade cresce nos bastidores da política local.
Entre vereadores, suplentes e lideranças partidárias, o sentimento é de espera permanente. Rodrigo Luiz e Marquinho do Chapéu aparecem entre os nomes que acompanham atentamente cada movimentação judicial, já que qualquer mudança no processo pode provocar uma nova dança das cadeiras na Câmara Municipal.
Nos corredores políticos da cidade, o caso já virou assunto obrigatório. A decisão de Nilópolis fortaleceu o entendimento de que a Justiça Eleitoral vem endurecendo o combate às chamadas candidaturas fictícias — aquelas lançadas apenas para cumprir a cota mínima de participação feminina exigida por lei.
E em Nova Iguaçu, onde o processo já se arrasta há mais de um ano e meio, cresce a pressão para que o caso finalmente avance ao TRE-RJ.
Porque na Baixada, quando a Justiça começa a mexer nas chapas eleitorais, ninguém sabe exatamente onde a tesoura vai parar.
Por jornalista Arinos Monge



